A justiça decidiu levar a júri popular os réus Rogério Ferreira dos Santos, Arnaldo Cavalcante Lima, Paulo Roberto Xavier de Araújo e Ely Oliveira de Almeida, todos acusados de participação no assassinato do advogado e pecuarista Alberto Reyneri Pimentel, ocorrido no dia 16 de agosto de 2012, na Fazenda Acapulco, em Palmeira dos Índios.
Os acusados poderão recorrer e terão um prazo de cinco dias para fazer uso do recurso da defesa. Caso contrário, o tribunal do júri procederá para o julgamento popular.
Segundo o advogado Thiago Pinheiro, “há indícios de participação e autoria do crime pelos acusados”.
A decisão da justiça é para que as prisões preventivas dos acusados sejam mantidas nessa fase diante da gravidade do delito, assim também em razão da grande repercussão social que a morte pecuarista causou na comunidade.
Indícios
No processo consta que uma testemunha do caso disse à justiça que ouviu comentário do “Paulo Bala e Eli, os mais perigosos de Palmeira dos Índios para ‘coisas de gente grande’ e ouviu-os comentando que iam fazer esse negócio com o Sr. Reyneri”, ouviu deles que o mandante foi o Sr. Arnaldo, que Arnaldo só sossegava quando matasse Reyneri por conta de uma discussão havida na casa do Dr. Lutero[...] foi essa a razão de Arnaldo contratá-los para matar Reyneri. Cinco dias após a morte do pecuarista a testemunha afirmou que ouviu Eli e Paulo Bala comentando que a missão estava cumprida”.
Relembre o caso
O pecuarista e advogado Reyneri Pimentel Canales, 40, foi morto a tiros por homens armados no Haras R.C., sua propriedade rural, em Palmeira dos Índios.
Os primeiros levantamentos da Polícia Civil sobre o caso apontaram que homens armados chegaram encapuzados à Fazenda Acapulco por volta das 20h50min e dispararam vários tiros conta Reyneri Pimentel, que morreu no local. A propriedade está localizada no povoado Santo Antônio, no Haras RC, pertencente a vítima.
A Polícia Civil investigou o caso, com apoio da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic).
