Depois das fortes chuvas que caem na cidade desde a madrugada de ontem, na tarde desta quarta-feira (03), o vice-prefeito de Maceió, Marcelo Palmeira esteve com equipes da Defesa Civil fazendo uma vistoria em áreas de risco da capital.

No bairro do Mutange, onde houve deslizamento de barreiras e algumas casas foram danificadas, Marcelo Palmeira fez uma visita e constatou a dimensão do problema. “As chuvas intensas agravaram ainda mais os problemas das pessoas que moram em áreas de risco. Os registros apontam que nas últimas 12 horas choveu uma média de 120 ml, praticamente a metade do volume esperado para todo o mês de julho”, destacou o vice-prefeito.

Hoje estaremos junto a assistentes sociais e equipes da Defesa Civil fazendo o cadastramento das famílias que estão em áreas de risco e cadastrando todos para fazer o encaminhamento para áreas mais seguras, comentou Marcelo Palmeira.

Necessidades

As carências na região do Mutange não são de hoje, destacou Palmeira. “Assumimos a prefeitura há apenas cinco meses e sabemos que os problemas no Mutange são antigos, mas infelizmente ninguém quis resolver”, disparou o vice-prefeito.

“Não podemos querer resolver o problema das grotas construindo apenas escadarias. Maceió não agüenta meia hora de chuva. Um trabalho mais específico se faz necessário que perpassa pela questão estrutural e também pela educação da população”, afirmou Palmeira.

Registros

De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Paulo Noronha até o momento foram registradas 15 áreas com deslizamento de terras, sendo cinco delas no bairro do Mutange, lembrando ainda que esta é uma área recorrente de desastres desta natureza. Também houve registros de quedas de árvores.

Noronha comentou ainda que segundo informações dos radares meteorológicos, as chuvas devem perdurar até sexta-feira, porém em menor intensidade.

Solitário

Revoltado com o abandono, um morador resolveu fazer um protesto solitário e tentou interditar o trânsito na Cambona. “Não aguento mais tanto esquecimento. O muro de uma casa caiu por cima de minha moradia. Minha esposa quase morreu. Ela está grávida de oito meses. Agora ela teve que ir para a casa de um parente”, desabafou aos prantos o vendedor Damião Miguel.

Uma equipe da Polícia Militar esteve no local e imediatamente conseguiu debelar  as chamas e regularizar o trânsito na região.