Qual será o custo, ao prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), em manter indicados de vereadores na direção de cargos-chaves na Secretaria de Saúde?
A pergunta foi debatida ontem, entre técnicos da secretaria, em reunião que aconteceu pela manhã. E o diagnóstico preocupa os técnicos, que tentam defender o trabalho do dirigente da pasta, João Marcelo Lyra.
Há um consenso: João Marcelo não suportará a pressão da Câmara e só se sustenta no cargo por causa de Rui Palmeira. João Marcelo é escolha pessoal do prefeito.
Os mutirões da saúde, em especial no PAM Salgadinho, incomodam os vereadores, que são "donos" da vida e da morte de eleitores.
É um jogo pragmático. E sujo:
- Eleitor doente procura o vereador, em busca de socorro;
- o vereador indicou gerentes de postos ou cargos na hierarquia da saúde;
- o eleitor consegue o atendimento.
João Marcelo- segundo os debates de ontem- vem esbarrando, também, na falta de "dinheiro novo" na Saúde. O tamanho do rombo na pasta tem sido inadministrável.
Há postos de saúde onde falta tudo. Desde papel para enxugar as mãos até água nas torneiras, em alguns casos. Um caos quase absoluto, que só não é pior- dizem os técnicos- porque o secretário tem viajado a Brasília para pedir "socorro" ao Ministério da Saúde e o prefeito tem "arrumado dinheiro" para tocar as ações da pasta.
Surgiu até uma proposta, entre os técnicos: que os profissionais nos postos de saúde bancassem, do próprio bolso, alguns materiais de consumo- como papel higiênico ou de enxugar as mãos- para "segurar" os problemas na saúde.
Há uma escolha a ser feita. E os vereadores de Maceió fizeram a própria: o voto.
Qual será a de Rui?
