A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Maceió (SMTT) deu sequência nesta terça-feira (02) à operação de combate ao transporte clandestino. A fiscalização ocorreu novamente na parte alta da capital e recolheu três veículos, sendo dois transportes regulamentares de passageiros, os chamados “placas vermelhas”.
“Sabemos que estes (táxis regulamentados) não são o alvo principal da operação, mas se estiverem atuando de forma irregular fazendo lotação dentro de Maceió também serão fiscalizados da mesma forma”, afirmou o superintendente da SMTT, Tácio Melo.
A operação, que ocorre em parceria com a Polícia Militar, Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal, Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal) e Guarda Municipal, terá duração de quatro meses ou mais, conforme anunciou o próprio superintendente em coletiva com o prefeito Rui Palmeira sobre os pacotes de medidas na área de transporte.
Protesto
No início da tarde desta terça, lideranças da classe dos clandestinos fizeram um protesto na Durval de Goés Monteiro. Eles pedem a não fiscalização por parte da SMTT e dos órgãos de segurança para atuarem de forma livre. Pneus foram queimados e o fluxo ficou interrompido nos dois sentidos.
Ainda pela manhã, outro segmento dos clandestinos que não estava presente no protesto se reuniu na Superintendência para reivindicar tolerância na fiscalização até que seja criado um projeto de lei que os regularize de alguma forma.
SMTT afirma que operação de combate aos transportes clandestinos será mantida
Na mesma reunião, o órgão reafirmou, por meio do superintendente adjunto, que as operações de fiscalizações continuarão durante os próximos meses. Segundo José Ferreira da Silva, a lei é clara quanto à atividade irregular, por isso não há nada que possa ser feito quanto à flexibilidade na fiscalização. “Não podemos ser flexíveis, a fiscalização tem que ser para todos”, disse Silva referente à operação em conjunto com outros órgãos iniciada na segunda-feira (01) e onde outros dois veículos foram apreendidos.