O procurador de Justiça, Antíogenes Marques Lira, recomendou, ao Tribunal de Justiça, o desaforamento do processo que apura o assassinato do jovem Diêgo Florêncio, morto com 12 tiros em Palmeira dos Índios, em 23 de junho de 2007.
O parecer do procurador foi protocolado no processo no dia 20. O pedido de desaforamento foi apresentado pelo assistente de acusação, o advogado José Fragoso.
Lira reconhece que os acusados no crime- Antônio Garrote da Silva, Paulo José Teixeira Leite (Paulinho do Cartório) e Juliano Ribeiro Balbino- tem "forte influência social e econômica na região".
Chama a atenção o parecer do juiz Ferdinando Scrimin Neto. Ele oferece elementos ao relator do processo- o juiz convocado pelo TJ Celyrio Adasmator- para que o juri não aconteça em Palmeira.
Diz que os acusados no crime são conhecidos na cidade pelos cargos que ocupam. Paulinho do Cartório, por exemplo, trabalhou oito anos como chefe de cartório e parentes seus ocupam funções em outros cartórios.
Juliano Ribeiro é filho de dentista em Palmeira e primo do prefeito da cidade, James Ribeiro (PSDB), além de secretário de Meio Ambiente, em Estrelade Alagoas. Já Antônio Garrote é filho da ex-prefeita de Estrela (Ângela Garrote) e irmão do atual prefeito da cidade (Arlindo Garrote).
Além disso, um dos integrantes do corpo de jurados procurou o fórum, pedindo informações sobre a retirada de seu nome do julgamento- marcado para julho, mas adiado até decisão do TJ sobre o desaforamento. O jurado temia pela própria vida. Some-se a isso um Boletim de Ocorrência do tio de Diego - Leonilson - acusando Paulinho do Cartório de intimidação.
O TJ ainda não tem prazo para julgar o desaforamento.
