Em Alagoas, a operação Lei Seca completa um ano nesta sexta-feira (28). Ela foi lançada como parte integrante do Plano Nacional de Segurança Pública e integra o programa Brasil Mais Seguro – Alagoas. Neste ano, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/AL) identificou uma redução de 20,5 % de acidentes em relação ao mesmo período do ano anterior. 

O Governo do Estado investiu em ações de educação, fiscalização e de publicidade, visando conscientizar a população, mudar o hábito dos condutores e reduzir a incidência de acidentes causados por motoristas sob o efeito de bebidas alcoólicas, destacando principalmente que o foco da ação é salvar vidas.

Em um ano, o Detran/AL registrou redução de 8,4%, ou seja, uma média de 500 acidentes foram evitados. Este número cresce, quando se trata de acidentes com vítimas feridas. Com a fiscalização intensificada, foi registrada a redução de 20,5%, evitando que 400 pessoas ficassem feridas nas estradas. Ainda de acordo com o Detran/AL, houve uma redução de 14,3% nos índices de acidentes com vítimas fatais.

Infração

Em um ano, 435 veículos foram apreendidos, 623 condutores se recusaram a realizar o teste de alcoolemia e foram autuados, como prevê o Código de Trânsito Brasileiro; 767 Carteiras Nacional de Habilitação foram recolhidas e 84 pessoas foram presas em flagrante por crime de trânsito. Também foram registradas outras 2.248 situações, onde condutores cometeram variadas infrações.

Pela nova lei, em vigor desde o dia 21 de dezembro de 2012, é considerado crime conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência. A infração para o condutor que estiver alcoolizado ou se negar a fazer o teste é considerada gravíssima. Além de uma multa de R$ 1.915,40 e a perda de sete pontos na CNH, será aberto um processo administrativo no Detran e o condutor estará sujeito a ter o direito de dirigir suspenso por 12 meses, terá que realizar um curso de reciclagem e uma prova.

Fiscalização

A fiscalização acontece diariamente, em pontos da capital e do interior do Estado. Os locais das ações são definidos através de um mapeamento de rotas de acidentes e saída de bares. A operação é uma ação de Governo, envolvendo Secretaria de Estado da Defesa Social, através do Detran/AL, Polícia Militar e Polícia Civil.

Segundo o coordenador Setorial de Segurança de Trânsito, Emerson Dantas, as vans foram adaptadas para auxiliar na operação Lei Seca e trabalham de forma que facilmente pode-se mudar o local da fiscalização. “Todo condutor abordado é convidado a realizar o teste do etilômetro, além disso, verificamos todas as outras infrações que podem ser cometidas pelo condutor”, explicou.

Educação

Diversas ações educativas foram desenvolvidas neste período. Com o slogan “Lei Seca: Tô Nessa”, o ponto importante para o sucesso do trabalho é a adesão da sociedade. Segundo a gerente de Educação para o Trânsito do Detran/AL, Walkiria Amorim, foi realizada uma parceria nas ações de educação e publicidade.  “O depoimento de vítimas de acidentes de trânsito e artistas locais que trabalham diretamente com o público jovem foram fundamentais para a realização do nosso trabalho”, explicou a gerente.

Ela disse ainda que o foco de toda ação é conscientizar a população alagoana sobre os riscos desta mistura de álcool e direção, além do esclarecimento sobre a aplicação da Lei no País. “Desenvolvemos ações em semáforos, bares e restaurantes, chamando a atenção para os perigos, e distribuímos um variado material educativo produzido para cada período do ano”, informou.

Vítima de acidente de trânsito

“Estava feliz, eufórico, tinha tomado umas cervejas em um aniversário, estava ouvindo música no carro e não percebi a manobra errada do outro motorista. O carro colidiu de lado e o meu carro capotou. Fiquei doze dias na UTI e em um dos poucos momentos de lucidez que tive, ouvi quando o médico falou que me operaria para tentar recuperar o movimento dos meus braços e a partir daí, o mundo caiu. Hoje, para tomar banho, sou dependente; para vestir a roupa, sou dependente; para comer, sou dependente; para ir trabalhar, eu sou dependente. Quem não quiser passar por isso, se dirigir não beba”. Ricardo Oliveira, professor de educação física, vítima de acidente de trânsito.