Implantado há um ano, o plano Brasil Mais Seguro carrega em suas entranhas a sua construção e sua destruição.
Um ano após o plano, viu-se apenas a ação da polícia nas ruas- ainda assim com certa instabilidade. Ao ser pressionado, o secretário de Defesa Social, Dário César, aumentava o efetivo em áreas com registros de crimes violentos.
Mas, contando em miúdos, apenas Dário tem cumprido a sua parte no plano- apesar de algumas ações amadoras da cúpula da Polícia Civil.
Dário César não é responsável pelas escolas em tempo integral. Também não controla a Assistência Social, as condições da Saúde. Não é ele quem manda na Secretaria do Carimbão, vulgo "da Paz".
O Brasil Mais Seguro pode oferecer respostas ao Judiciário e ao Ministério Público. Só que isso vem antes do plano. Talvez o mérito seja a organização ou certos encaminhamentos, em especial dos inquéritos.
No geral, o Brasil Mais Seguro funciona pela metade. Não conseguiu unir setores da sociedade civil organizada; os prefeitos não conhecem a logística das ações; o IML será inaugurado em ano eleitoral (será que os mortos fazem campanha?).
O "mínino" oferecido pelo plano é apenas uma especulação. Em algumas situações, não dá para ser azul e encarnado, ao mesmo tempo.
Seja como for, sobrou para o Dário manter o Brasil Mais Seguro de pé. Quem vai sobreviver?