Qual será o custo político- ao prefeito Rui Palmeira- mantendo alguns postos na saúde e na educação sob indicações exclusivas dos vereadores da capital?
O secretário de Saúde, Marcelo Lyra- indicado por Rui- tenta convencer a todos que a crise termina até o final deste ano.
Mas, há diretores de postos de saúde com pouca disposição em seguir as ordens do secretário. Isso porque- dizem- o chefe é o vereador. É ele quem manda retirar o medicamento, atender o paciente e inchar a máquina pública com indicados incapazes até de escrever o próprio nome.
Nem o prefeito manda mais que o vereador- ao tratar com o chefe de um posto de saúde ou o diretor de uma escola.
Os governos são feitos de parcerias. Só que os quadros técnicos- ofertados pelos vereadores ao município- são o reflexo do Legislativo Municipal.
É como disse uma vereadora, esperando ser atendida no gabinete do então prefeito Cícero Almeida, sobre seus apadrinhados:
"São meus chumbetinhas".
Pois é! Entre o chumbrego e o chumbeta, a diferença (política) é pouca.