O superintendente Federal da Pesca e Aquicultura, Galba Novaes, disse que as usinas de açúcar e álcool estão poluindo os rios e as lagoas no Estado. A denúncia é dos pescadores.
Pior. Segundo pescadores, as usinas estão jogando a tiborna ou a vinhaça- que é a sobra do processamento da cana na fabricação do etanol ou do açúcar- nas lagoas Mundaú e Manguaba, através dos rios.
"As lagoas são cercadas de pocilgas. Mas, os pescadores dizem que as usinas estão jogando a tiborna. Estes fatores são a causa da mortandade dos peixes", disse Galba.
A tiborna tem uma alta concentração de nitrogênio e potássio. Ela deveria ser usada- como acontece em alguns estados- como fertilizante natural.
Em Alagoas, o despejo da tiborna gera um prejuízo ao sururu: "Quase não existe. Temos produção muito pequena".
À frente da Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura, Galba diz ter um desafio: saber quantos pescadores existem em Alagoas e quanto é produzido de pescado
Ele sabe, por exemplo, que em Piaçabuçu a produção é de 300 toneladas/ano. E Alagoas tem 41 mil pescadores cadastrados- e os números precisam ser atualizados.
Em Pernambuco- de acordo com ele- são 20 mil.
Há 40 colônias de pescadores no Estado. E essa produção pode ser maior- e melhor, a custo mais baixo ao pescador- se houver uma baixa no valor do óleo diesel (usado nos barcos para o transporte).
"E já temos esta redução: 40% em Alagoas aos pescadores. Vamos esperar os resultados".