A eleição presidencial em 2014 pode deixar a presidente Dilma Rousseff (PT) de saia justa para subir no palanque no Estado. Segundo nota publicada na coluna de Cláudio Humberto, 90% da bancada do PTB no Congresso Nacional estaria inclinada a apoiar a reeleição da presidente petista. E quem tem trabalhado nos bastidores com esta finalidade é o senador Fernando Collor, presidente estadual do PTB, para dificultar a vida do senador Renan Calheiros (PMDB), o preferido da Dilma para disputar o governo alagoano. 

Renan tem avançado demais nas conversas institucionais com o governador tucano Teotonio Vilela. Vale apenas recordar que, quando aqui esteve o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, ele revelou que “estava em dúvida sobre quem mais gosta do tucano Teotonio – se o ex-presidente Lula, que liberou no primeiro governo tucano R$ 500 milhões para o Canal do Sertão, ou a presidente Dilma, que já liberou cerca de R$ 1 bilhão”.

Se o PT de Alagoas mantém distância de Teotonio, os cardeais petistas, em nível nacional, sobretudo na cúpula do governo Dilma, cada vez mais se aproximam do governador tucano, atendendo Alagoas com grande soma de recursos da União para investir em obras estruturantes e de grande alcance social, como o Canal do Sertão, rodovias, subestação de energia elétrica e outras grandes obras em todo o Estado.

A dobradinha Renan e Teotonio nada impediria a presidente Dilma de torcer pela dupla.Ao Collor, resta como consolo, apenas, trabalhar para dificultar mais ainda a estrada asfaltada entre Renan e Teotonio, que deverá ter aval da Dilma e Lula.

Como bem diz o senador Collor, "muita água vai rolar por debaixo da ponte".

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