O sangue encontrado no carro de Moab Lino - acusado de matar a estudante de Contabilidade Bárbara Regina - não é da estudante, conforme resultado que saiu há um mês e é mantido em segredo pela Polícia Civil de Alagoas.

O resultado desmonta uma das versões da PC alagoana sobre o caso: a de que Bárbara teve o corpo carregado no carro. Ou teria sido agredida no veículo, antes de ser assassinada. Consultada, a Perícia Oficial afirmou que o resultado saiu há 30 dias. E deu sangue masculino.

Pelo procedimento, o resultado deveria ter sido anexado ao processo do caso Bárbra Regina- hoje sob responsabilidade dos promotores Marcus Mousinho e Alfredo Gaspar, este último do Gecoc. Mas, a PC alagoana não anexou o resultado do exame de DNA, que deve provocar nova reviravolta nas investigações, descartando o transporte do corpo de Barbara no veículo.

Procurada, a PC disse que se pronuncia ainda hoje sobre o assunto.

Desaparecida em setembro de 2012 

A estudante Bárbara Regina Gomes da Silva, de 21 anos de idade sumiu após ser vista pela última vez saindo da boate Le Hotel, no dia 1º de setembro, acompanhada de Otávio Cardoso Neto, que após a polícia ter o identificado como suspeito pelo sumiço da estudante, não foi visto por mais ninguém. 

O veículo Ágile de cor preta, placa NMD- 6348 de Sergipe, utilizado para ocultar o corpo da universitária Bárbara Regina foi apreendido nesta quarta-feira (05). O condutor, identificado Marcos Antônio Antunes de Brito Júnior “Junior Mago”, 23, foi preso e prestou depoimento sobre o caso.

O veículo apreendido possui queixa de roubo, e estava com o chassi adulterado, bem como o documento de identificação do automóvel era falso. O delegado Antônio Nunes, que preside o inquérito, disse que desde o desaparecimento da estudante Barbara Regina, policiais da SAS diligenciam no sentido de localizar este veículo, pois o carro pertencia a Moabe Lino Balbino Júnior, indiciado por crime de ocultação do cadáver da jovem.

“Júnior Mago” foi autuado pelos crimes de receptação, falsidade de documento público e adulteração de sinal identificador de veículo. Bárbara desapareceu no dia 1° de setembro após deixar uma boate com o empresário que Otávio Cardoso da Silva Neto, 25. O inquérito foi concluído e entregue à Justiça.

A Polícia denunciou Otávio Cardoso pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, já Moab Lino Balbino Junior, 22, também preso, por ocultação de cadáver.
Em 11 de setembro, foram divulgadas imagens de Otávio que comprovam que a jovem saiu da boate Le Hotel em companhia de Otávio.

Moab Balbino foi preso pela Polícia Civil em 03 de outubro. De acordo com o delegado Carlos Reis, diretor de Polícia Judiciária Metropolitana (DPJM), Moab Balbino teria confirmado, em depoimento, que Otávio teria sufocado Bárbara e depois golpeado a jovem com um punhal. 

Bárbara Regina e Vanessa Ingrid: reviravolta 

Uma grande reviravolta sobre as investigações do desaparecimento de Bárbara Regina apontam que Vanessa Ingrid assassinou a jovem, que integrava sua rede de prostituição e acumulou uma dívida referente a um empréstimo no valor de R$ 1.800. Toda a história veio à tona após o depoimento do primo da criminosa, Tiago Handerson de Oliveira Santos.

Com medo de se tornar a próxima vítima de Vanessa Ingrid, o rapaz decidiu procurar a Polícia Civil em fevereiro deste ano e relatou todos os detalhes deste crime, desde o desaparecimento de Bárbara até sua morte, ocorrida num terreno na Mata do Rolo, em Rio Largo. Tudo arquitetado ardilosamente pela garota, que já está presa por outros dois homicídios.

Tiago Handerson é agora uma testemunha protegida da Polícia Civil de Alagoas e durante seu depoimento forneceu todas as informações de como a morte de Bárbara Regina aconteceu. O rapaz sabia da morte porque era considerado um grande amigo e confidente de Vanessa Ingrid.