O evento da manhã desta sexta-feira (07), foi para marcar o início das atividades do Consórcio Tomé-Ferrostal, no Porto de Maceió, que passa a construir pacotes de módulos para as seis primeiras plataformas que irão explorar os blocos do Pré-Sal da Bacia de Santos. Porém, havia uma grande expectativa do encontro do governador Teotônio Vilela Filho e do senador Fernando Collor de Mello, rivais assumidos na disputa pelo senado em 2014.

O senador Fernando Collor chegou logo antes da solenidade e citou o apoio do governo Federal para o investimento. “A presidente Dilma Rousseff está acompanhando de perto esses investimentos e nesse ponto, Alagoas larga na frente, já que o nordeste está sendo priorizado em vários sentidos”, disse.

Já a administradora do Porto de Maceió, Rosiana Beltrão, comemorou o trabalho sem alardes e o resultado positivo, que beneficiará a sociedade de uma forma geral. “Não quis antecipar etapas. O que estamos apresentando agora é a realidade. Um empreendimento que vai mudar a economia de Maceió e contribuir com o crescimento no número de empregos na cidade”, afirmou.

Com atraso, o governador Teotônio Vilela Filho chegou ao Porto, vindo de outra solenidade no Palácio República dos Palmares. Com dificuldade de locomoção e usando muletas, resultado de uma intervenção cirúrgica, o governador citou a credibilidade que o Estado vem ganhando nos últimos anos.

“Esse investimento grande, que coloca o Estado de Alagoas entre os grandes pólos do país, é sinal, é resultado do trabalho e da credibilidade que estamos reconquistando com o passar do tempo”, disse.

No esperado encontro, Vilela e Collor, que recentemente vem trocando farpas, acusações e críticas, foram cordiais e chegaram a se abraçar, com o senador mostrando, inclusive, preocupação com o Estado de saúde do governador, que mostrou tranqüilidade.

O EMPREENDIMENTO

O Consórcio Tomé-Ferrostal , no Porto de Maceió, construído em uma área de 66 mil m² no Porto de Maceió, o empreendimento vai fornecer 18 módulos de processo para as plataformas de exploração do pré-sal para a Petrobras.

O valor do contrato atinge as cifras de 800 milhões de dólares, que atingirão um bilhão, cento e cinqüenta milhões de dólares, após a construção de mais dois módulos.

Cada plataforma depois de pronta e operada, terá capacidade de processar diariamente até 150 mil barris de petróleo e 6 milhões de metro cúbicos de gás natural, com duas mil pessoas trabalhando, entre produção e administrativo.

Ao todo, serão disponibilizados 2 mil empregos diretos, que terão 85% de mão de obra alagoana na produção do empreendimento.