Ainda cobrando decisões por parte do Governo do Estado e da Prefeitura, com relação ao terreno invadido no bairro da Santa Lúcia, representantes de movimentos sociais, partiram em caminhada, na manhã desta quinta-feira (06), da parte alta da cidade, até o Centro da cidade, onde farão um protesto em frente ao Palácio República dos Palmares.

De acordo com informações do próprio movimento, cerca de 500 manifestantes deixaram o terreno invadido no bairro da Santa Lúcia, seguindo em caminhada para o Centro, onde será feito um protesto, cobrando as autoridades uma postura firme com relação a doação do terreno.

O restante dos manifestantes, cerca de 1500, divididos pelos Movimentos Via do Trabalho (MVT) e Movimento Luta pela Terra (MLT), ficaram no assentamento, segundo o líder do MVT, Marcos Antônio, o “Marrom”, para guardar o terreno.

“Nos dividimos. Um grupo vai protestar e outro guarda o terreno. Até agora ninguém se pronunciou, contra ou a favor, então, não podemos confiar, por isso vamos fazer dessa forma”, disse.

A programação dos manifestantes está sendo decidida com o passar do dia, tendo em vista que, mesmo com a caminhada, que ocupou duas das quatro vias da Avenida Durval de Góes Monteiro, Polícia Militar ou SMTT não foram acionados.

No ponto final do protesto, a Praça dos Martírios e o Palácio República dos Palmares, serão colocadas faixas de protestos, enquanto os manifestantes permanecerão no local até que as autoridades se pronunciem.

“Se a situação chegou até esse ponto, é culpa do governo e da prefeitura. O protesto vai ser tranqüilo, desde que nos tratem tranquilamente. Tudo depende das autoridades agora”, finalizou Marrom.

A INVASÃO

Há dez dias, cerca de 2 mil manifestantes dos grupos Movimento Via do Trabalho (MVT) e Movimento Luta pela Terra (MLT), ocuparam um terreno no bairro da Santa Lúcia, questionando o governo pela demora na entrega de casas para os membros dos movimentos.

Desde então, a Construtora Lima Araújo, que assumiu ser proprietária do terreno, trava uma batalha judicial para recuperar o terreno invadido e até conseguiu, já que o juiz da 1ª Vara Cível da Capital, Ivan Vasconcelos, determinou a reintegração de posse que deve ser iniciada nesta quinta-feira.

Apesar da falta de policiais e representantes do governo e prefeitura, como solicitado pelos manifestantes, o clima é tenso, uma vez que existe a possibilidade de confronto, caso a ação judicial seja cumprida.