Comentei sobre o assunto aqui no dia de ontem. A aproximação - sempre possível! - entre o senador Renan Calheiros (PMDB/AL) - um dos caciques mais fortes no jogo eleitoral - e o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) para uma possível aliança - ainda que branda! - em 2014, incomoda o senador Fernando Collor de Mello (PTB).
Renan Calheiros - em recente encontro com petistas - frisou que a aproximação com Vilela é “institucional”. Nos últimos pleitos, foi um opositor ao governador de Alagoas. Saiu vitorioso, enquanto alguns aliados foram derrotados. O que demonstra o pragmatismo eleitoral de Calheiros na construção do cenário.
Mesmo pragmatismo de Teotonio Vilela Filho, inclusive para garantir a reeleição. Os dois estão mantendo cautela também. Mas, ao falar da aliança, falei de circunstâncias do “jogo eleitoral” que pode acabar aproximando o tucano do peemedebista, ainda que não oficialmente. Isto preocupa Collor por uma razão óbvia: se lança ao Senado Federal dentro da base da presidenta Dilma Rousseff (PT).
Sem Renan Calheiros como candidato ao governo, Collor pode enxergar aí a lacuna para ele ser candidato ao Palácio República dos Palmares. Enfim, muito do jogo muda a depender da postura de Vilela e de Renan Calheiros. O próprio vice-governador José Thomaz Nonô (Democratas) também já fez esta análise. Que é preciso esperar para onde a vela (a do barco e não as acesas pelo governo do Estado!) aponta e então se ter o sentido do vento. Ou da ventania!
Porém, conforme informações do jornal Extra, a aliança não seria circunstancial ou da natureza do andamento do processo, mas sim parte de um plano já em curso. Um acordo. Será? Bem, a versão apontada pelo jornal afirma que Renan e Vilela “conversam na mesma mesa”. Nas palavras do semanário: “parece que os dois não digerem Collor”.
Leiam o que traz o Extra: “O petebista (no caso Fernando Collor) está solto na buraqueira da política. Investe em Arapiraca, apostando na prefeita Célia Rocha (PTB) e tenta evitar rusgas com o prefeito Rui Palmeira (PSDB), em Maceió. Homenageia empresários em Brasilia. Visita o Porto de Maceió, promete obras hídricas. Faz o discurso duplo: é candidato ao Senado, mas está de olho no Governo.Elogia o vice-governador José Thomáz Nonô (DEM), que assume o comando do Estado no próximo ano e sangra Vilela- seu potencial adversário ao Senado. Enquanto isso, segue o senador Benedito de Lira (PP) na tarefa de convencer Vilela a apoiá-lo ao Governo. Na festa com o ministro, Nonô não apareceu. E Collor fecha o apoio ao seu redor com personagens polêmicos: o deputado federal Chico Tenório (PMN), o suplente Cícero Ferro, o deputado João Beltrão (PRTB), o prefeito de Inhapi, Celso Luiz (PMDB)”.
Finaliza: “o senador do PTB quer Renan, mas Renan se aproxima de Vilela. Renan não deve ser candidato a nada. Ou pode disputar o Governo. Neste cenário confuso, o emissário da presidente Dilma Rousseff - o ministro Fernando Bezerra - esteve em Alagoas na semana passada. Não foi uma estadia comum: passou o final de semana inteiro, ao lado de Téo Vilela e de Renan. E Collor? O nome dele estava fora do menu político. A ação pode ser interpretada como uma mensagem de Dilma?”
As aspas correspondem justamente ao que foi publicado por Extra. Como falei no assunto aqui, trouxe para o leitor como forma de enriquecer com mais uma visão sobre os bastidores que ocorrem de forma tão silenciosa. Será já um plano em curso desta forma? Será? Aguardemos...O assunto também é tratado pelo jornalista Odilon Rios aqui.
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