Os números são alarmantes. Ocorrências deste tipo mais que dobram nos finais de semana. As vítimas em sua grande maioria são do sexo masculino. Segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) a frota de motocicletas cresceu 300% de 2001 até 2011 em todo Brasil, o que talvez explique por que o Hospital Geral do Estado (HGE) registrou nesse mesmo período um número de atendimento a vítimas deste veículo quase sete vezes maior.
Segundo o levantamento do HGE de pacientes que deram entrada na unidade vítimas de acidentes de trânsito, de 2001 a 2006, os envolvendo veículos motores de duas rodas ocupavam o terceiro lugar. Em primeiro estavam as ocorrências de vítimas de colisões e em segundo as de atropelamento. O quarto lugar era ocupado por pessoas que se envolveram em capotamentos.
A partir de 2007 o Hospital passou a contabilizar também os casos de acidentes de bicicletas. O ranking sofreu alterações nesse mesmo ano e se manteve inalterado até 2012. Os registros de vítimas de acidentes com motocicletas passaram a ocupar o segundo lugar, estando atrás somente das colisões. Em terceiro estavam as vítimas de atropelamento, em quarto as de bicicleta e em quinto as de capotamento.
Nos primeiros cinco meses de 2013, essas posições se mantiveram e os casos registrados chegam a cerca de 1.500. Quase três vezes mais do que o total registrado em todo ano de 2001.
Mas se esses números já chamam a atenção, as ocorrências registradas pela unidade em 2012 demostram que a proporção é ainda maior, foram atendidas na unidade de saúde 4. 280 vítimas deste tipo de acidente. Veja a tabela divulgada pelo HGE.

Não há dados que precisem as causas dos acidentes envolvendo motocicletas. A quantidade destes veículos emplacados em todo o território nacional era de 4.611.301 unidades, em 2001, até 2011 esse número subiu para 18.442.413.
Com mais motos nas ruas o lógico era que o índice de ocorrências também aumentasse, mas os especialistas revelam que esse não é o único e nem mesmo o maior fator destes acidentes. O despreparo e as irregularidades cometidas pelos condutores seriam as principais causas.
