Estado por Estado, assim tem feito o PSB em todas as unidades federativas do Brasil na busca de palanques políticos que permitam uma maior visibilidade a seu candidato a presidente, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Em Alagoas a situação não é diferente.

Se em outros estados o PSB tenta se juntar a partidos aliados da presidente Dilma, como o PMDB e o PP, em Alagoas a aproximação do partido é com o PSDB do governador Teotônio Vilela Filho, e a escolha do nome para conduzir este processo recaiu sobre o deputado federal Alexandre Toledo, ligadíssimo ao governador e que hoje ainda está  no PSDB  

Durante toda a semana foi exposta a insatisfação interna de outro deputado federal do PSB, Givaldo Carimbão, que não conta com a simpatia de Eduardo Campos, e que cogitou inclusive sair do partido caso Toledo, e sua turma, chegasse.

Na última quarta-feira o PSB local soltou nota com declarações de seus presidentes das executivas municipais e estaduais, respectivamente, Alberto Sexta Feira e Geraldo Magela, explicando que Toledo seria bem vindo ao partido.

Antes disso o próprio governador Teotônio Vilela garantiu a liberação de Toledo e outra liderança do PSB, a ex-prefeita de Maceió Kátia Born também avalizou a entrada do deputado na agremiação.

Apesar das negativas do partido, o objetivo da entrada de Toledo, é que ele seja o vice em uma chapa comandada pelo senador Benedito de Lira ou pelo vice-governador Jose Thomaz Nonô. Com isso Eduardo Campos teria seu palanque para 2014.

O inusitado é que se a chapa for confirmada com Biu e Toledo para o governo e o governador Teotônio Vilela Filho para o Senado, cada um deles terá candidatos diferentes a presidência. Biu apóia Dilma, Toledo apoiará Eduardo e Téo deve ficar com Aécio.  E o que parece complicado para o eleitor comum pode não ser tão ruim politicamente.