Como parte das investigações sobre o desaparecimento da estudante de Contabilidade, Bárbara Regina, o juiz John Silas- da 8ª Vara Criminal da Capital- pediu a quebra do sigilo de 35 telefones. Isso após o depoimento da testemunha- apontada como a principal pela Policia Civil- Thiago Handerson, primo de Vanessa Ingrid, presa acusada em, pelo menos, dois homicídios.
Nove meses após o desaparecimento e morte da estudante, as investigações sobre o caso mudaram de rumo. Nesta sexta-feira, o promotor Marcus Mousinho transferiu as investigações para o Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual.
Isso porque o caso envolve uma testemunha que cita nome de pessoas envolvidas em tráfico de drogas. Além de Vanessa e outros, um sargento da Polícia Militar.
Por enquanto, há apenas a versão- sem provas, além do testemunho- de Thiago. Os restos mortais de Bárbara- que estariam na região da Mata do Rolo, apontados por ele como o local onde o corpo foi queimado-não foram encontrados pelos peritos.
Além disso: Otávio Cardoso, acusado de matar a estudante, circula livremente em Maceió. E mesmo a cidade cercada pelo videomonitoramento, a polícia não consegue capturar o acusado no crime.
A família de Bárbara tem uma versão diferente sobre o depoimento de Thiago: a mulher citada por ele de fato existe: ela desapareceu há três meses em Coruripe. E teria sido agenciada- segundo informações levantadas pela família- por Vanessa Ingrid.
A família em Coruripe não denunciou o caso a polícia. "E não vai fazer porque esta outra Bárbara tem um irmão envolvido com drogas. Eles já perderam uma pessoa. Não querem perder outra", explicou a avó de Bárbara Regina, Tereza de Jesus.
Essa nova versão foi colhida por um familiar. Dona Tereza tentou localizar esta pessoa, após ela ser contactada por outro conhecido. "Ela sumiu. E está com medo".
