Em recente entrevista a este blogueiro, o vice-governador José Thomaz Nonô (Democratas) foi enfático ao falar sobre o processo de discussões em relação à eleição de 2014. Disse ele que é besteira, bobagem!, se posicionar agora.
“Isto tem data e local para acontecer. É depois do carnaval e na Barra de São Miguel”, brincou Nonô, que é um dos nomes do jogo. E não é que a história recente da política alagoana ilustra a frase do democrata. A história passada e a recente.
Na Barra de São Miguel desfilam caciques quando o assunto é decidir os rumos. São conversas que aproximam os distantes, ou que distanciam os próximos. Convergências, divergências, reflexões siamesas sobre o poder.
O blogueiro Edvaldo Júnior ressalta isto ao falar do cardápio envolvendo o recente encontro entre o governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB) e o senador Renan Calheiros (PMDB). Uma distância relativa sem portas fechadas. Na Barra de São Miguel, todas as portas abertas.
Enfim, lembro de outra fala de Nonô. O vice-governador colocava que a posição de Teotonio Vilela Filho - se é candidato ou não ao Senado - e de Renan Calheiros (se disputará ou não o governo de Alagoas) pode alterar significativamente o cenário posto. Eu acrescentaria: uma aproximação entre os dois também; ainda que seja uma daquelas alianças brancas, definidas apenas na...Barra de São Miguel; bem distante dos holofotes.
Quem ousa duvidar?
Renan Calheiros está muito bem posicionado na corrida eleitoral. O PMDB se dá ao luxo de ter vários planos, inclusive a consolidação da candidatura do próprio Renan, em uma frente que pode aglutinar vários partidos. Vilela? Bem, é virtual candidato ao Senado Federal. O embate é com Fernando Collor de Mello (PTB).
Não é preciso estar tão junto; muito menos tão separados assim!
Entre os caciques da política alagoana, o mais tolo consegue dar cada beliscão em um azulejo...