A disputa interna, no Governo, entre nomes para o Palácio República dos Palmares em 2014 não beneficia o vice-governador José Thomáz Nonô (DEM).
Na entrevista ao blog do Vilar (veja aqui), Nonô fala em jogar a decisão para o próximo ano. Sim, o quadro será definido em 2014, mas após todos os nomes serem testados em 2013. Isso faz parte do acordo entre todas as lideranças- sejam da situação ou oposição.
Alexandre Toledo tem cacife eleitoral? Ele perdeu as eleições em 2010 à Câmara dos Deputados. Uma eleição ganha por antecipação, diga-se.
Benedito de Lira quer disputar o Governo ou ajudar a reeleger o filho, o deputado federal Arthur Lira (PP), enrolado em ações judiciais?
Nonô é o único dos três que depende da imagem do Governo. Vice de Teotonio Vilela Filho, ele não consegue vencer a burocracia da máquina para fazer andar o programa da Reconstrução, que é a vitrine dele.
Além disso, como se eleger em um Governo que se comunica mal? Eis a questão.
Nonô é ficha limpa e referência no DEM- dois feitos raros nos dias de hoje a quem tem uma longa estrada na política e dentro de um partido aos fragalhos, a reboque do PSDB, e com dois de seus ex-membros- José Roberto Arruda e Demóstenes Torres- engolidos pela corrupção.
Como se eleger em um partido estilhaçado, na condição de vice, com um Programa da Reconstrução lento e problemas na comunicação interna?
Mesmo a experiência política acumula suas surpresas. E Nonô teve duas mais recentes: derrotado em 2000 à Prefeitura de Maceió; derrotado em 2006 ao Senado.