Ótima notícia a presença policial nas ruas, em operações que se espalham no Estado.
 
Mas, tudo tem um porquê. 
 
Há duas semanas, a desembargadora Elisabeth Carvalho não segurou e explodiu o coração. Os estilhaços de suas reclamações atingiram, em cheio, o secretário de Defesa Social, coronel Dário César.
 
A cúpula da Polícia Civil- visivelmente pressionada- reagiu criando um factóide: a relação da vítima de assassinato Bárbara Regina com uma trama de sexo, drogas e sem rock and roll.
 
A tentativa de recuperar a credibilidade- abalada- dos delegados Carlos Alberto Reis e Paulo Cerqueira mostrou que o combate ao crime em Alagoas segue duas lógicas:
 
- Um pedido do governador Teotonio Vilela Filho e;
 
- O pedido de socorro da sociedade.
 
Os últimos 30 dias têm sido os piores do secretário Dário César.
 
A um ano e meio da eleição- e rodeado de candidatos- ele é vítima da inação do Governo, que não reage para defendê-lo na sensível função de segurança pública. 
 
É vítima também da "campanha das velas" da Secretaria de Comunicação.  Credibilidade também depende do bom senso.
 
Dário César também se desgasta com o próprio desgaste do plano Brasil Mais Seguro. O secretário é estrategista. Mas, nem os melhores generais levaram adiante- e sozinhos- nenhuma batalha.
 
É como se gente da Polícia Civil e da Associação dos Delegados- a Adepol- fritassem, em conjunto, Dário César. 
 
Sobra, para todos nós, a expectativa que as operações policiais se estendam por todo o tempo. 
 
Mas será que o fôlego dos policiais civis e militares- os da base- vai aguentar esconder, por tanto tempo, os problemas se acumulando debaixo do tapete?
 
O tamanho e a força da cúpula da segurança pública parecem carregar esta estranha resposta.