As fraudes investigadas pelo Ministério Público Federal de São Paulo no Banco Cruzeiro do Sul podem chegar a Alagoas, a partir de varredura da Policia Federal, que se baseia em relatório da Comissão de Inquérito do Banco Central. O assunto está na revista Isto É desta semana.
 
Nas investigações, constam que o rombo é de R$ 2,2 bilhões. Em contratos falsos, são R$ 1,4 bilhão. Há 682 mil casos. Os números são nacionais. O Cruzeiro está sob intervenção desde junho do ano passado.
 
O Cruzeiro do Sul é um dos bancos que consta no contra-cheque dos servidores alagoanos, nos créditos consignados. Seis destes bancos- incluindo o Cruzeiro- tiveram renovada a autorização, pela Procuradoria Geral do Estado e o Governo alagoano, para concessão de crédito aos servidores, incluindo pensionistas. O acordo foi renovado no dia 9 de abril.
 
O Cruzeiro do Sul pertence aos banqueiros Luis Felippe Indio da Costa e Luis Octavio Azeredo Indio da Costa. O último Índio da Costa foi vice de José Serra, na campanha presidencial de 2010. Era filiado ao DEM.
 
Em 19 de outubro de 2010, Índio da Costa esteve em Alagoas, pedindo votos a Serra e ao candidato à reeleição ao Governo, Teotonio Vilela Filho (PSDB).
 
Alagoas é um dos  cinco estados em que os diretores do Cruzeiro do Sul tinham "acesso político"- como chama a IstoÉ- a governos. Nestes cinco estados, firmaram 237 convênios. De comum nestes lugares? Todos são administrados pelo PSDB.