O julgamento do caso PC Farias entrou na reta final e a sentença pode ser divulgada nesta sexta-feira (10), como já havia previsto o juiz Maurício Breda. Durante os últimos quatro dias, testemunhas de defesa e acusação, peritos e os réus deram a suas versões dos fatos sobre o caso.  Entre as testemunhas, estava o irmão de PC Farias, o ex-deputado Augusto Farias, que chegou a ser denunciado no crime como mandante.

No quinto dia de julgamento ocorrerá a fase final com os debates entre a defesa e acusação. O promotor Marcos Mousinho começará os debates e terá duas horas e meia para convencer os jurados sobre a culpabilidade dos quatros réus. Após a sua explanação, será a vez do advogado dos militares, José Fragosos apresentar seus argumentos, também por duas horas e meia.

Se ocorrer replica e tréplica, cada parte terá duas horas para debater os argumentos apresentados. Após toda essa fase, que deve durar cerca de nove horas, os jurados irão se reunir para responder ao questionário e decidirão se os réus são culpados ou inocentes.

Depoimento dos réus

Os quatro militares Reinaldo Correia, Josimar Faustino Santos, Adeildo Costa dos Santos e José Geraldo da Silva negaram ter participação no crime. O primeiro a prestar depoimento foi Adeildo. Ele afirmou que trabalhou durante diversos anos para a família Farias, como segurança, mas que "após a morte de PC o militar não se recordava quanto tempo mais trabalhou para a família e que depois disso não manteve contato com eles. O militar afirmou desconhecer os motivos que teriam  gerado a denúncia contra ele.

Veja: “Antes de deixar o emprego recebi uma quantia de R$ 8 mil de Augusto Farias, falou Adeildo Costa.”

O segundo réu a prestar depoimento foi José Geraldo da Silva. O ex-segurança de Paulo César Farias contou que chegou a ser preso pela morte do patrão e de Suzana Marcolino. Perguntado pelo juiz Maurício Brêda se ele sabia o que aconteceu no quarto onde os corpos de PC e Suzana, José Geraldo disse não ter dúvidas de que ocorreu um assassinato seguido de suicídio.

Veja: “Tenho certeza de que a dona Suzana matou o doutor Paulo César”, afirmou ele.

Josimar Faustino dos Santos foi o terceiro réu ouvido pelo juiz Maurício Breda e negou sua participação nas mortes de PC Farias e Suzana Marcolino. Faustino, também conhecido como Dudu, disse que não trabalhava como segurança de PC e sim dos seus filhos, mas que no dia em que os corpos foram encontrados havia trocado de serviço com outro segurança. 

O policial militar Reinaldo Correia foi o último acusado a prestar depoimento. Reinaldo contou ao juiz Maurício Brêda os detalhes do que aconteceu no dia 23 de junho, desde às 08h30, quando chegou à casa de Guaxuma, até o momento em que se deparou com o patrão e a namorada dele morto s.

Veja: A bomba estava nas nossas mãos”, diz que segurança que arrombou janela do quarto