Na Tribuna Livre desta quarta-feira na Câmara Municipal de Arapiraca, em que a discussão sobre o reajuste de mais de 100% para os secretários da Prefeitura e de apenas 1% para os garis foi um dos temas discutidos, o presidente de uma associação comunitária apresentou um relato dramático da violência vivida pelos moradores de sua área, lembrando que, para o SAMU realizar um atendimento, é necessário escolta policial.

“Esse quadro triste que enfrentamos no dia a dia não pode continuar! Arapiraca nunca esteve tão abandonada como atualmente por falta de ordem, de segurança pública. Tenho colocado minha vida em risco encarando viciados em drogas e, infelizmente, não temos para quem apelar”, desabafou o líder diante dos vereadores e uma grande plateia que assistia ao debate.

O líder comunitário José Severino (Netinho), presidente da Associação de Moradores do Baixão, ressaltou a importância dos líderes comunitários na solução dos problemas das comunidades.

“Se uma comunidade está sem iluminação, com o esgoto correndo a céu aberto, ou não dispõem de postos de saúde, é o presidente do bairro que é cobrado”, enfatizou Netinho, ressaltando que é o presidente quem mais sofre pressões da comunidade e que precisa do apoio dos vereadores para que suas reivindicações sejam atendidas pela prefeita trabalhista Célia Rocha.

Tem uma proposta na Câmara Municipal, que partiu de uma indicação aprovada ha duas semanas, de autoria da vereadora Aurélia Fernandes (PMDB), pedindo que a lei aprovada pelos vereadores com reajuste nos vencimentos dos secretários e outros graduados auxiliares do primeiro escalão do município, seja sancionada ainda esta semana pela prefeita Célia Rocha.

Participaram da Tribuna Livre os vereadores Adalberto Saturnino, Rogério Nezinho, Josias Albuquerque, Fabiano Leão, Ronaldy Vital Rio (Roninho) e a presidente Gilvânia Barros, que fez questão de reconhecer em cada líder comunitário o seu valor e dedicação aos problemas da comunidade.

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