O julgamento do caso Paulo César Farias entra na fase final e a expectativa para o quarto dia no Tribunal do Júri é quanto aos depoimentos dos quatros militares que sentam no banco dos réus acusados de terem praticado o crime, que vitimou, além do empresário, a namorada dele, Suzana Marcolino. O dia também será de depoimento de dois legistas que contestaram o laudo com a versão de homicídio e suicídio.

Os primeiros depoimentos serão dos legistas Daniel Munhoz e Domingo Torchetto. Eles integraram a equipe que preparou um novo laudo, na época, após a realização de uma nova perícia na casa de praia em Guaxuma, onde os corpos do ex-tesoureiro da campanha de Fernando Collor de Melo, à presidência, e sua namorada foram encontrados no dia 23 de junho de 1996. A elaboração do laudo trouxe uma reviravolta para o caso, ao descartar a hipótese de que Suzana Marcolino não se suicidou, mas foi assassinada.

Ontem, no terceiro dia de julgamento, o legista Badan Palhares responsável pelo primeiro laudo pericial sobre mortes de PC Farias e Suzana Marcolino, explicou detalhes sobre a confecção do laudo e apontou provas que ajudou a equipe a chegar à conclusão de um crime passional.  Badan mostrou aos jurados detalhes sobre a projeção da bala e do sangue encontrado na cama, onde os corpos estavam.

O médico afirmou que foi designado para o caso pelo Ministério da Justiça, através de um convênio da Unicamp e a Polícia Federal (PF). Dentre muitos detalhes, Badan mostrou fotos da cena do crime, da perícia feita no local, da exumação dos corpos e principalmente da reconstituição, onde apontava a trajetória da bala que vitimou Suzana.

À tarde, será o momento que o juiz Maurício Brêda, que preside o julgamento, irá ouvir os quatros militares. Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva terão a oportunidade de se defenderem e, em júri, falar o que aconteceu e o que eles virão no dia do crime. Os depoimentos devem acontecer após o intervalo para o almoço.