No início dos trabalhos da tarde esta quinta-feira (09), do julgamento do Caso PC Farias no Fórum Desembargador Jairo Maia Fernandes, no Barro Duro, começaram os interrogatórios dos réus. O primeiro a ser ouvido foi Adeildo Costa dos Santos.
Trabalhando durante diversos anos para a família Farias o segurança disse que "após a morte de PC o militar afirmou não se recordar quanto tempo mais trabalhou para a família e que depois disso não manteve contato com eles. “Antes de deixar o emprego recebi uma quantia de R$ 8 mil de Augusto Farias, falou Adeildo Costa.”
Policial Militar desde 1981, o depoente afirmou que fazia a segurança na casa de Paulo César Farias tendo uma remuneração mensal de R$ 900. “Fazia a segurança de PC Farias nas horas de folga porque não tinha permissão. Porém Flávio Almeida, sargento de polícia era o chefe da segurança de PC Farias”, disse o militar.
O militar revelou que eram vários militares que faziam a segurança de PC e da família. Indagado se tinha participação no homicídio negou veementemente. Apesar de estar na residência de PC Farias no momento do crime ele afirmou não ter nenhuma participação e afirmou que Suzana Marcolino teria sido quem atirou em PC Farias e depois se matou.
O militar afirmou desconhecer os motivos que teriam gerado a denúncia contra ele.
Para fazer a segurança dos moradores Adeildo revelou que utilizava uma Pistola 380. “Quatro seguranças faziam a segurança de PC, havendo um revezamento de duplas. Na data do crime fazia dupla com Geraldo. Antes estaria de plantão o Reinaldo e Edson”, disse Adeildo.
Adeildo disse que no dia do crime não percebeu nenhum fato que alterasse a rotina da família. Ao chegar para trabalhar, por volta das 8h30 tudo estava tranquilo. Às 10h PC ligou para Geraldo ir buscar Suzana Marcolino no aeroporto, que estava chegando de São Paulo. Na mansão estavam outras pessoas como Edson, Rinaldo e Nadilson, funcionários da casa.
Logo depois, por volta de 12h30 PC, os filhos e os seguranças foram até a casa de praia. AO chegar lá PC e os filhos foram andar na praia. Os seguranças o acompanharam na caminhada que durou aproximadamente 1h.
Depois da caminhada ficou na piscina com os filhos. Após o almoço os filhos voltaram para Maceió com Rinaldo e Nadilson..
Último jantar
Por volta das 20h chegaram os irmãos de PC Claudio e Augusto e uma senhora. Às 23h um motorista foi buscar o jantar que foi preparado na mansão de PC em Maceió.
Ao ser questionado pelo juiz Maurício Brêda sobre a entrada e saída de pessoas estranhas na casa, o militar titubeou e foi evasivo afirmando não saber quem tinha de fato chegado com os irmãos de PC e uma mulher de identidade não revelada. “Não vi quantas pessoas havia dentro de casa e se estavam bebendo", afirmando que por volta de 1h da madrugada o Augusto Farias e uma mulher que o acompanhava deixaram a casa, revelando ainda que Cláudio Farias teria saído bem mais cedo.
Por volta de 1 hora da manhã as bandejas do jantar foram levadas para a casa de Maceió e fomos até a casa de uma amiga buscar um CD. Ao chegar na casa, outro funcionário de nome Geraldo disse que PC Farias estava brigando com Suzana Marcolino.
Ao fazer o trabalho de rotina, quando estava no quiosque, por volta de 4h, “PC Farias se aproximou na varanda, perguntou se estava tudo bem e pediu para ser acordado às 11h”, lembrou Adeildo destacando ainda que dentro da casa estavam apenas PC e a namorada e que haviam surgido comentários entre os funcionários que PC ia encerrar o namoro com Suzana naquele final de semana.
Dia seguinte
Por volta de 8h30 após o termino do serviço o militar foi rendido por Reinaldo e Josemar. Sobre as mortes Adeildo disse que surgiram comentários que Suzana Marcolino teria matado Paulo César Farias.
Indagado se teria limpado a arma de fogo ou se teria supostamente arrumado os corpos de PC Farias e Suzana Marcolino, Adeildo afirmou não ter realizado essas ações.
O militar foi para sua residência no bairro do Tabuleiro dos Martins e afirmou que após tomar um banho e ir descansar, por volta do meio dia foi informado que deveria ir urgente para a casa da praia urgente. Imediatamente me dirigi à casa de praia e na AL 101 Norte, havia uma grande movimentação de pessoas. Ao chegar na casa vi que “estavam o deputado e irmão de PC, Augusto Farias, o delegado Monteiro, o assessor de Augusto Farias, Marcos Maia; um amigo da família de nome Márcio Lessa, além de Reinaldo, Josemar, Edson, Genival, Leonino todos funcionários de PC Farias.
Ao adentrar no recinto “ fiquei em frente à janela e vi os dois corpos sem vida e o deputado me perguntou: o que foi que houve?. Me perguntaram também se houve a possibilidade de alguém ter entrado informei que isso não seria possível”, declarou Adeildo Costa.
Ao entrar no quarto onde ocorrera o assassinato o militar revelou que foi junto com a funcionária da casa de nome Marise “pela janela do quarto do casal e foi até o quarto onde havia uns documentos rasgados e uma bolsa de Suzana Marcolino. O material foi colocado em outra bolsa plástica e foi entregue ao padrasto dela”.
O segurança ainda disse que Marise, a empregada da casa viu o projétil no chão da sala quando estava fazendo a limpeza do local.



