Os delegados Antônio Carlos Lessa e Alcides Andrade foram intimados pelo juiz Maurício Brêda para prestar depoimento, nesta quarta-feira (08), no julgamento sobre as mortes de Paulo César Farias e a namorada dele, Suzana Marcolino. As duas autoridades policiais foram incluídas no rol de testemunhas após o depoimento de ontem de Augusto Farias, irmão do empresário assassinado, que denunciou uma suposta chantagem cometida por eles quando presidiram o inquérito policial.

Segundo o ex-parlamentar, na época das investigações, os delegados (entre eles o atual presidente da Associação de Delegados da Polícia Civil) tentaram orientá-lo a acusar os quatro militares, que hoje sentam no banco dos réus, pelas mortes; em troca, seria beneficiado ao ter o nome retirado do processo e não ser indiciado. A denúncia foi feita ainda no primeiro dia de julgamento por Augusto Farias, que afirmou ter recusado a proposta por acreditar na inocência dos seguranças de PC Farias.

Este será o terceiro dia, e último, da fase de depoimentos de testemunhas e que vai tomar o depoimento do médico-legista Fortunato Badan Palhares. Foi ele quem elaborou o primeiro laudo sobre o crime que apontou o assassinato de PC Farias pela namorada, que em seguida se suicidou. A princípio, Badan Palhares iria como ‘declarante’ ao Tribunal do Júri, mas agora será ouvido como testemunha.

Ainda devem ser ouvidos hoje a irmã de Suzana Marcolino, Anna Luiza Marcolino. No início da semana, em entrevista a uma TV local, a jornalista disse não acreditar na tese sustentada pela defesa dos réus (homicídio e suicídio) e afirmou sentir medo.

Também foram convocados por Maurício Brêda, o advogado Flávio Almeida; Eônia, irmã da ex-esposa de PC Farias, Elma Farias; além de Zélia Maciel, prima de Suzana Marcolino. O depoimento da parente da vítima deveria ter ocorrido nesta terça-feira (07), no entanto ela não compareceu ao Fórum de Maceió.