O terceiro a prestar depoimento no segundo dia do julgamento foi o irmão de PC, Augusto César Farias. O ex-deputado disse que o irmão sabia que era traído por Suzana e que por este motivo, contratou detetives para investigar a namorada. Em vários momentos, ele disse que os militares julgados são inocentes.

Após relatar sua trajetória como empresário e sua  relação como irmão PC, ele disse que não tinha bom relacionamento com Elma, mulher de PC, mas que nunca quis por fim ao relacionamento do irmão com Suzana Marcolino.

Segundo ele, Paulo usou seu nome para fazer o contrato com um detetive e que só soube disso através do procurador da família, Caio Ferraz. “Ele usou meu nome, já que eu era deputado, para contratar detetives para investigar Suzana. Ele sabia que era traído. O relatório constava isso", contou.

Sobre o suposto relacionamento amoroso que PC mantinha com Cláudia Dantas, Augusto chegou a dizer o próprio irmão disse que Cláudia afirmou que só namoraria com ele quando sua relação com Marcolino chegasse ao fim.

Augusto Farias negou que tivesse alguma inimizade com Suzana Marcolino. Ele disse que a família não via com bons olhos o relacionamento, mas que ninguém nunca orientou Paulo César a terminar o relacionamento. “Cabia a mim como irmão, dizer a ele a opinião de cada um de nós, e que eu tinha ouvido  que ela não era uma boa pessoa.  Disse a ele: se você está feliz com ela, segue a sua vida. Em nenhum momento alguém da família chegou a pedir que ele terminasse o namoro. Era uma decisão dele", afirmou.

Sem esconder que nunca manteve uma relação amistosa com a ex mulher de PC, Augusto disse Elma não gostava de sua proximidade com o irmão. “Tudo que acontecia com o PC ela atribuía a mim. Se eram as noitadas, idas a casa, tudo ela dizia que eu estava no meio. Também não simpatizo com Eônia,  irmã dela, que quis substituir a irmã e manter um relacionamento com PC. Ela era uma psicopata", disparou.
 
A Cruz
 
 
Por vários momentos, Augusto disse que sempre atribuíram a ele fatos que nem sempre considera serem verídicos. Segundo seus relatos, Paulo César Farias era o timoneiro da família. O ex-deputado disse também que nunca teve contato com o médico legista Badan Palhares e, de forma espontânea, afirmou ao juiz Maurício Brêda que os militares são inocentes.
 
Ao relatar os momentos que se sucederam a morte de seu irmão, Augusto disse que foi informado por telefone e que ao chegar no local pensou que PC teria sido envenenado.
“Entrei por uma estreita janelinha quarto dele e me deparei com aquela cena. Não me lembro quem abriu a porta e também não consigo precisar a distância da portaria até a casa", relembrou.
 
“Nunca imaginei vir a terra e ser acusado de matar meu irmão, meu pai, aquele que me encaminhou na vida. Tudo que temos hoje devemos ao PC. Tenho plena certeza, excelência, de que estes quatro militares são inocentes", disse.
 
Na época das investigações, Augusto disse que chegou a ser orientado a acusar os quatro militares pela morte mas disse que não iria incriminar pessoas inocentes.