O médico e candidato a prefeito que foi derrotado na última eleição de 2012, pelo município de Maragogi, o ex-prefeito Fernando Sérgio Lira, está movendo diversas ações contra o atual prefeito Henrique Peixoto, buscando a cassação do mesmo. Porém, Lira é também acusado de crime eleitoral e, inclusive, já foi preso pela Polícia Federal na Operação Gabiru.

Além do ex-prefeito Fernando Sérgio Lira ter sido acusado e preso por desvio de verba da merenda escolar, ele ainda responde por diversos processos como o desvio de quase R$ 1,2 mi no projeto de saneamento pela Funasa. O Tribunal de Contas já condenou o município e pediu a devolução do dinheiro desviado, mas como o município, na gestão do ex-prefeito Marcos Madeira, não tinha como devolver o que não desviou, acusou Lira, então gestor, por improbidade administrativa. Por conta desse ato, a prefeitura de Maragogi ficou inadimplente com o Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias (CAUC). Como consequência, ficou impossibilitado de firmar convênios, fazer projetos e receber recursos federais, atrasando ainda mais o desenvolvimento da cidade.

Esse candidato que prega a moralidade para o juiz da comarca de Maragogi, Carlos Aley, pretende assumir a prefeitura o quanto antes. É tanto, que antes mesmo do juiz sentenciar a causa, ele e seu grupo já faziam manifestações pelas ruas da pacata cidade, constrangendo os moradores e turistas. “Eles propagaram ter conhecimento do conteúdo do magistrado estabelecendo insegurança social e jurídica”, ressaltou o advogado residente de Maragogi, Marcelo Costa.

Como se não bastassem todas as acusações acima citadas, Fernando Sérgio Lira, ex-prefeito da cidade, ex-presidiário e médico radicado há anos na cidade de Lagoa da Confusão (TO), ainda tem mais outro processo, a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), tendo como pedido de cassação de inelegibilidade por abuso de poder, constando uma foto dentro da Igreja Evangélica com toda a coligação e o governador Teotônio Vilela pedindo voto dentro do local religioso e ainda todos com adesivos colados aos trajes utilizados no dia.

O candidato que já foi indiciado e preso, para completar seu histórico de crime eleitoral, ainda está sendo acusado por compra de votos, atualmente está em julgamento o inquérito na Polícia Federal contra o cabo eleitoral do grupo do Sérgio Lira, chamado Celino Antônio dos Santos. Pego em flagrante com santinhos e uma grande quantia em dinheiro trocado, superior às condições ao que ele apresenta ter, ficou preso por três dias e até o momento a comarca de Maragogi, na pessoa do juiz Carlos Aley, não sentenciou o ocorrido.

É esse candidato que está pleiteando a prefeitura de Maragogi e pretende assumir a gestão do município.

O juiz Carlos Aley pediu a cassação do atual prefeito de Maragogi, Henrique Peixoto, pelos crimes de abuso de poder político, alegando que usou um funcionário da prefeitura da gestão passada para dirigir um carro de som. Esse tal funcionário, chamado Anderson Costa, nunca trabalhou na gestão passada, inclusive o mesmo assinou um documento autorizando a quebra do sigilo bancário para averiguar sua conta durante todo o ano de 2012 alegando que nunca recebeu salário da prefeitura. E ainda, o mais curioso, a única prova que consta desse rapaz é uma foto dele dirigindo o carro de som sem exibir o dia e a hora.

As outras duas acusações que pesam, é a utilização da mesma cor dos prédios públicos, sendo que os mesmos estavam pintados com a cor laranja desde 2005. E dois ônibus que a prefeitura possui um contrato semanal de segunda a sexta-feira, permitindo o livre arbítrio dos proprietários para usarem seus automóveis como bem quiserem, ou seja, feriados e fins de semana. Essa informação constava no contrato firmado com os donos dos ônibus. Porém, a acusação é feita justamente desses dois veículos, alegando que eles estavam nos comícios aos finais de semana (fora do contrato). O interessante, é que o poder judiciário solicitou da prefeitura transportes para o dia da eleição, e que a própria por não possuir veículos em uma quantidade que pudesse atender esse pedido, solicitou desses proprietários que atendessem à justiça de boa vontade no dia da eleição. Por esses motivos, que o juiz eleitoral concluiu que a prefeitura teria o domínio desses ônibus aos finais de semana.

O atual prefeito foi eleito pelo povo, ele não tem nenhum processo antigo contra sua pessoa ou conduta política, nem histórico criminal. Já o que deseja assumir, foi derrotado nas duas últimas eleições seguidas, o que demonstra a falta de desejo da população em tê-lo como prefeito.