Durante o depoimento do jornalista Joaquim Carvalho, o advogado de defesa José Fragroso “alterou a voz” que culminou em uma discussão acalorada com o juiz Mauricío Breda. A defesa alegou que o magistrado estava “cerceando a testemunha”, quando não permitiu suas opiniões sobre as causas das mortes de PC Farias e Suzana Marcolino.
Carvalho foi responsável pela reportagem “Caso encerrado” divulgada na revista Veja, onde apontava para um crime passional. Segundo ele, a imprensa nacional “tentava desmentir a revista e a ele mesmo” com as publicações de matérias sobre queima de arquivo, inclusive, que sofreu pressões para escrever que o crime foi um duplo homicídio. “Todos os fatos que apuramos levavam para um crime passional”.
Após dois anos das mortes, o jornalista publicou notícia onde argumenta sobre o crime passional. O jornalista afirmou que PC Farias era uma fonte da revista Veja e que ele tinha “muito poder” em Alagoas. Sobre as denúncias de Pedro Collor contra PC Farias, Carvalho disse que a revista recebeu um dossiê de Pedro e publicou.
Sobre Elma Farias, esposa de PC, o jornalista disse que ela deu uma entrevista para o repórter Roberto Cabrini e fez revelações de que existia um “chefe maior”. Segundo Carvalho, Elma insinuava que o “chefe maior” era o ex-presidente de Fernando Collor. “Ela corria risco em silêncio, mas quando ela começou a falar não revelava o nome de ninguém só se referia a uma pessoa como o 'chefe'”, lembrou.
No intervalo, Maurício Breda comunicou que intimou os delegados Antonio Carlos Lessa e Alcides de Andrade, situados por Augusto Farias durante depoimento. A irmã de Elma Farias, conhecida como Eônia Pereira Bezerra também deverá comparecer ao Fórum Jairon Maia Fernandes.
A prima de Suzana, Zélia Maciel, que não havia comparecido nesta terça-feira (07) foi localizada e confirmou sua presença para amanhã. Ela está internada no hospital Unimed, onde se recupera de Acidente Vascular Celebral (AVC).
