A defesa dos quatro militares que são réus no processo sobre a morte de Paulo César Farias, ex-tesoureiro deFernando Collor, está confiante em manter a tese de que Suzana Marcolino assassinou o namorado e em seguida cometeu suicídio. José Fragoso e o juiz Maurício Breda conversaram com a imprensa momentos antes do início do julgamento, na tarde desta segunda-feira (06).
Mesmo com a expectativa pelos depoimentos e por respostas para saber quem matou PC e Suzana, o juiz Maurício Breda disse que apesar da grande repercussão, o julgamento manterá a normalidade como qualquer outro, afirmando que “os jurados vão julgar o fato de acordo com aquilo que a defesa e o Ministério Público vão expor no plenário do júri".
Quanto a participação dos peritos, ele disse que eles apenas irão prestar esclarecimentos sobre os laudos que eles produziram na época das investigações. Breda disse que ainda não sabe precisar quantas das 20 testemunhas que compareceram vão prestar depoimento em cada dia do júri. “Não tenho como precisar em quantos dias irei finalizar o julgamento. Espero concluir até sexta-feira", explicou.
A família dos militares não quis falar com a imprensa, afirmando que prefere esperar o início do julgamento para dar qualquer depoimento. A defesa dos militares deve contar com os esperados depoimentos de Augusto Farias, irmão de PC, e de Ingrid Farias, filha do empresário. Em poucas palavras, Fragoso afirmou que o trunfo da defesa é o processo.
“O processo grita o nome de Suzana Marcolino nesse processo mostrando claramente que ela matou PAulo César Farias e em seguida se matou", disse. Sobre a presença dos familiares de PC no julgamento, o advogado disse que são importantes por conhecerem de perto toda a trama que envolve o crime.
“O Augusto foi a primeira pessoa que chegou ao local depois que os seguranças arrombaram a janela. Ele viu detalhes da cena do crime e sabe da relação de Paulo César com Suzana", disse.
O Ministério Público
O promotor Marcos Mousinho conversou com a imprensa e disse acreditar que uma reviravolta no julgamento seria pouco provável. Mousinho disse que apesar de não haver provas contra uma autoria intelectual e material na morte de PC e Suzana, a acusação diz ter certeza que os militares sabem o que aconteceu naquela madrugada dentro da mansão de PC em Guaxuma.
“Não há com se falar no mandante do crime por não haver provas. Houve uma ingenuidade da polícia alagoana na época de colher as provas, o que acabou gerando duas linhas sobre o crime", disse.

