O ex-deputado federal Augusto Farias chegou agora há pouco ao Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes para participar do julgamento do Caso PC Farias. Augusto, visivelmente nervoso, voltou a afirmar que não teve participação na morte do irmão e garantiu acreditar na inocência dos quatro seguranças, que estão no banco dos réus.

“Fui inocentado pelo Supremo, uma Corte respeitada e isenta”, afirmou Augusto.

O irmão de Paulo César Farias, arrolado como testemunha da defesa, afirmou que os delegados Alcides Andrade e Antônio Carlos Lessa, responsáveis pelo segundo inquérito sobre o Caso, o fizeram uma proposta. O ex-deputado disse que caso aceitasse o que foi proposto pelas autoridades policiais, teria seu nome retirado das investigações.

“Os delegados disseram que se eu incriminasse os seguranças meu nome sairia do inquérito”, relatou Augusto.

O ex-deputado voltou a afirmar que os militares são inocentes e disse que as famílias dos réus têm sofrido nesses 17 anos após o caso. “Os seguranças são apontados como os responsáveis pela morte de PC Farias injustamente, o que trouxe um sofrimento enorme para eles e os parentes. A imprensa sabe o que aconteceu, mas só pensa em vender. Os seguranças não tinham como saber o que os seguranças estavam tramando”, finalizou.