Um relatório da Controladoria Geral da União (CGU), entregue ao prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), mostra que entre 15% e 20% dos cadastrados no Bolsa Família na capital estão com "indícios de irregularidades". A informação- adiantada em primeira mão pelo blog- foi confirmada pelo prefeito, em visita na manhã deste sábado ao PAM Salgadinho, no bairro do Poço.
Segundo Rui, está sendo feito um trabalho de recadastramento. Isso porque- de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social- Maceió não pode mais incluir nenhuma pessoa no benefício federal por ter "atingido o teto". 86 mil famílias estão cadastradas no Bolsa Família em Maceió.
"Tem gente que demora anos para fazer um cadastro e não conseguem entrar [no programa]. E tem gente que está fora dos padrões e recebe o Bolsa", informou.
E qual foi o problema, prefeito?
Toda essa parte do cadastro era terceirizado pela Tocquevile. A Secretaria Municipal de Assistência Social era a mais desestruturada, 90% dos trabalhos dela dependiam de uma Oscip que era a Tocquevile. Por isso, estamos restruturando esse departamento para que façamos o cadastro com segurança.
O município atingiu o teto para o Bolsa Família. Como incluir quem está fora do benefício?
O que podemos fazer é um trabalho de melhor amarração e tirar as pessoas que estão fora deste padrão do Ministério do Desenvolvimento Social.
Quando se anuncia recadastramento ou o cadastramento das famílias, logo se forma uma fila imensa naquele prédio minúsculo no bairro do Poço, onde fica a coordenadoria do Bolsa Família. Qual a solução?
Estamos estudando a descentralização, não dá para ficar naquele prédio acanhado do Poço.Vamos levar ao Tabuleiro dos Martins e também para a parte baixa para não fazer confusão. E queremos um recadastramento em ordem alfabética, por causa do tumulto.
