A 17ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), programada para o dia 2 de junho na avenida Paulista, terá como tema central a luta contra o "retrocesso". Com o mote "para o armário nunca mais", os organizadores pretendem chamar a atenção para o que eles chamam de ação de "segmentos religiosos fundamentalistas", que estariam agindo no legislativo brasileiro. Um dos alvos será o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara, a quem os manifestantes reservaram um dos trios elétricos da parada como forma de protesto.
"Não queremos retrocesso como vem sendo imposto por alguns segmentos de religiosos fundamentalistas. Ainda hoje ouvi que está sendo cogitada a votação da 'cura gay' na Câmara dos deputados. Não podemos retroceder e ver retirados direitos que já conseguimos", afirma Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT.
O deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que preside a CDH da Câmara desde o dia 7 de março de 2013, é um pastor da igreja Assembleia de Deus. Causou polêmica em 2011, quando publicou declarações polêmicas em seu Twitter sobre africanos e homossexuais. "Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome... Etc", escreveu.
O parlamentar, que está em seu primeiro mandato, postou ainda, na época, que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição". Em função das mensagens homofóbicas e racistas, ele é alvo de protestos desde que foi indicado para o cargo na comissão.









