O vereador Galba Novaes Neto (PMDB) - que apresentou o projeto para a extinção da verba de enxoval - fará novos questionamentos buscando mais transparência da Casa de Mário Guimarães, segundo ele mesmo.
Neto - em conversa com este blogueiro - ressaltou que pretende solicitar, da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Maceió, mais informações sobre a necessidade da construção - já em andamento (fase de finalização) - de um novo Portal da Transparência no parlamento-mirim.
Detalhe: o Portal da Transparência José Alencar foi aprovado em 2010, em um projeto de lei de autoria do ex-vereador Galba Novaes (PRB), pai de Galba Neto. Mas, só foi ao ar - mesmo com Galba Novaes presidente da Casa - nos últimos dias do ano de 2012.
Mesmo assim, o que deveria ser espaço para a prestação de contas da Câmara, apenas apresentou arquivos PDFs em branco. Galba Neto ressalta que não estava na administração passada da Câmara para detalhar o ocorrido. "Não era vereador, nem participava, mas lembro que os dados foram colocados no ar. Cheguei a acessar no dia 29 de dezembro e depois sumiram. Não sei o que houve", frisou.
Por que foi tão difícil, na gestão passada, implantar o Portal da Transparência? Por qual razão a atual teve que reiniciar do zero, construindo um novo site, com uma nova empresa? E mais um detalhe: quais os custos disto. Quanto se investiu no site passado e quanto vai se investir agora no novo portal? Ora, trata-se de recursos públicos e nada mais natural que tais respostas sejam dadas à sociedade.
Vale lembrar que o Portal da Transparência não garante 100% de transparência, até porque a malversação não passa recibo em poder algum, seja Executivo, Legislativo ou Judiciário. Porém, é uma ferramenta a mais para que o cidadão possa acompanhar o trabalho daqueles que foram eleitos. Por esta razão, um tema de relevância. Por esta razão, cobrei insistentemente do antigo presidente Galba Novaes que colocasse o site no ar.
O fato é que o atual Portal da Transparência - que teve custos e empresa contratada pela Câmara Municipal de Maceió - por algum motivo (por culpa da incompetência de alguém) não funciona. Com o descarte da plataforma antiga para a construção de um novo portal, é dinheiro público - por menor que seja o valor - que foi jogado no lixo; foi para o ralo! Simples assim. Que se explique o que houve...
Se um novo portal é necessário em função do antigo ter sido feito "nas coxas" e "sem serventia alguma" apesar dos dois anos de gestação, que também seja dito isto e com todas as letras! Aguardemos os números. Que não devem ser valores altos, evidentemente (assim se espera!), mas ainda assim dinheiro público.
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