Ao lado da crise e dos cortes de verbas federais às cidades, a Associação dos Municípios de Alagoas (AMA) poderia oferecer, ao Governo Federal, exemplos melhores na administração pública, mostrando ao Planalto o esforço dos prefeitos em superar a falta de dinheiro nos cofres com alternativas internas, em tempos de fartura.
Das 102 cidades de Alagoas, apenas uma- Maceió- tem aterro sanitário. A AMA poderia estimular aterros em conjunto com os municípios- aliando-se à União- uma solução comum -e mais barata- a um problema de todos: o descarte do lixo.
Ou- quem sabe- a AMA poderia realizar uma mobilização- em Brasília- com os prefeitos dos vales do Paraíba, Mundaú e Camaragibe para o saneamento básico de regiões que enfrentam cheias contínuas (e estragos a perder de vista).
Por que a AMA não está ao lado do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), já que o PAM Salgadinho virou- a contragosto- unidade-referência no tratamento à saúde do litoral ao sertão? Por que deixar de investir em postos e hospitais e acreditar nas ambulâncias? É porque elas descarregam seres humanos nos corredores do Hospital Geral do Estado e no PAM, longe das cidades?
Resistentes, alguns prefeitos em Alagoas se recusam a abrir as próprias contas. Escondem os gastos da máquina porque somente a crise- uma palavra secular- pode aparecer nos discursos ou calculadoras dos gestores.
Os cofres que sofrem sem dinheiro são geniosos ao mostrar a pujança.
A garagem da AMA, em dias de reunião dos prefeitos, substitui alguns dos melhores portais da transparência em Alagoas.