O vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), afirmou na terça-feira (30), em discurso da tribuna da Casa, que o apoio do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), ao fim da reeleição revela que os dois estão "jogando a toalha" na disputa presidencial do ano que vem.
Os dois são apontados como prováveis adversários da presidente Dilma Rousseff na disputa de 2014.
— Hoje, eu vejo o candidato a presidente, meu colega Aécio Neves, o pretenso candidato a presidente Eduardo Campos, governador de Pernambuco, presidente do PSB, dizendo que querem o fim da reeleição. Eles não se entendem. Talvez estejam mirando 2018. já estão jogando a toalha sobre 2014.
Em um longo pronunciamento, Jorge Viana citou uma série de decisões políticas que, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, não foram tratadas à época como casuísmo. Primeiro, ele disse que em setembro de 1993, a um ano da primeira eleição de FHC, o Congresso aprovou um projeto de lei que proibia a captação de imagens externas em programas eleitorais.
A mudança na lei, segundo o petista, prejudicou o então líder nas pesquisas para presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula viajava pelo País com as chamadas Caravanas da Cidadania. O petista lembrou que o relator do projeto na Câmara dos Deputados foi o tucano José Serra.
— Mas isso não é um absurdo, porque era contra o PT, contra o Lula.
Jorge Viana também disse que o Plano Real tinha como único objetivo, lançado às vésperas da eleição de 1994, eleger presidente Fernando Henrique Cardoso.
— O plano não foi feito para dar certo, foi feito para Lula ser o perdedor.
O senador também acusou a reeleição de FHC de ter sido aprovada de maneira "fraudulenta"