Por enquanto, o PSDB não tem um plano B: investe no governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) na eleição ao Senado, mas deixa a disputa ao Governo com os aliados.
 
O jogo dos tucanos parece não ter estratégia: o Palácio República dos Palmares tem vice, José Thomáz Nonô (DEM); o senador Benedito de Lira (PP) tenta uma aliança com o senador Fernando Collor (PTB), no casório do jacaré com a cobra d'água.
 
E os Toledo- a família de usineiros que quer dominar o mundo - empurra o taciturno deputado federal Alexandre Toledo, que se tornou um exemplo de fidelidade partidária: é PSDB em um dia. No outro? PSB.
 
Conteúdo programático? Que nada. E o resto? Vai para o espaço.
 
Coisas que o poder explica.
 
Mas, este cenário se torna cada vez mais nebuloso a respeito da saúde do governador. Por que Vilela não disputaria uma eleição ao Senado? Afinal, alguém teria dúvida que ele enfrentaria- e com reais chances de vitória- Collor?
 
A saúde é o item de dúvida. O anedotário fala em interferência da primeira dama, Cíntia Sampaio Vilela- reservadíssima, aliás. Por que ela interferiria no futuro político de um homem, igualmente, político?
 
A saúde pode trair o homem mais poderoso de Alagoas. Afinal, a palavra de Vilela tem força no Ministério Público, no Tribunal de Justiça e em qualquer eleição. 
 
O plano B pode ser a aposentadoria do governador.
 
Ou Vilela- um engenhoso animal político- pode estar balançando a disputa para confundir o próprio Collor.
 
Tudo o mais é risada, no zoológico eleitoral alagoano...