O acordo entre Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) seria o seguinte: quem chegar ao segundo contra a presidente Dilma Rousseff receberá o apoio do outro com o compromisso de não haver reeleição e de aumentar o mandato de presidente para cinco anos. Caso um dois se torne presidente em 2014 apoiaria o outro em 2019.
A proposta agrada aos principais nomes dos dois partidos. Aécio e Campos são políticos ainda jovens, da mesma geração e com tempo para esperar a oportunidade para o pleito seguinte.
Não só na última eleição em 2010, mas, também, em 2012, os dois partidos firmaram alianças em diversas cidades. Aqui em Alagoas, por exemplo, o PSB é completamente vinculado ao projeto dos tucanos. Além disso, o governador Vilela (PSDB) é amigo íntimo de Eduardo Campos.
Toda essa leitura política do quadro nacional já foi captada pelas lideranças do PMDB e do PT. Já perceberam, inclusive, o quanto o PSDB tem estimulado a candidatura de Eduardo Campos.
E essa é uma estratégia que fatalmente levará a eleição presidencial para um segundo turno, quando um novo pleito é iniciado, não do zero, é claro, mas com o eleitor podendo escolher apenas entre dois candidatos.
Por enquanto, essa estratégia está corretíssima. Porém, a decisão será do eleitor, que vai escolher se permanece confiando na administração petista ou se deseja fortes mudanças.