O ex-vice-prefeito de Chã Preta Marcos Vasconcelos está movendo ação contra o atual prefeito de Chã Preta, Audálio Holanda e o vice-prefeito Maurício Holanda. A atual gestão está sendo acusada de mandar funcionários da prefeitura queimarem documentos públicos da prefeitura de Chã Preta. A ação contra com o prefeito foi protocolada na terça-feira (23).
De acordo com Marcos Vasconcelos, os documentos queimados correspondem ao período de 2009 a 2012, tempo em que a antiga gestão esteve à frente do município.
“Como consta nas fotos (parcialmente destruídas) que conseguimos, foram queimados documentos timbrados como folha de pagamento, folha de consignados e transferência bancária. Com as fotos dos documentos em mãos, fui à delegacia, fiz um Boletim de Ocorrência e procurei o Ministério Público. Também foi feita uma representação à juíza Lorena Souto Maior para que sejam tomadas as providências cabíveis”, afirmou, ressaltando que desconhece se outros documentos já tinham sido queimados.
Duas hipóteses foram dadas por Marcos Vasconcelos para justificar a queima dos arquivos. “Eu não sei a finalidade de queimar estes documentos. Duas hipóteses podem ser consideradas: ou a atual gestão está tentando nos incriminar por não deixar documentos públicos ou estão tentando destruir provas que justifiquem o decreto de emergência na cidade”, disse. O atual prefeito está acusando a gestão anterior de não ter deixado os documentos da antiga gestão.
De acordo com o ex-vice-prefeito, a denúncia foi formalizada e a representação contra a atual de gestão foi encaminhada à Juíza Lorena Souto Maior que está com fotos que mostram funcionários da prefeitura queimando documentos.
Outras ações
Além da ação de denúncia de queima de documentos público, gestores de Chã Preta foram intimados a participar de audiência na segunda-feira (6) por compra de voto e no dia 13, ação sobre a Vaca Pintada, crime eleitoral em que o eleitor trocaria voto por vaca. Gestores já foram intimados.
De acordo com o ex-vice-prefeito, a atual gestão foi autuada pelo Ministério Público Federal por improbidade administrativa e desvio na saúde e educação.
