A nova versão sobre o desaparecimento e morte da estudante Bárbara Regina, ocorrido em setembro do ano passado, causou indignação para a família.

Para Tereza de Jesus, avó da vítima, a história da Polícia Civil foi inventada para dar uma resposta às afirmações da desembargadora Elizabeth Carvalho, que durante a sessão do Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), nesta semana, cobrou a elucidação do caso e também do desaparecimento da jovem Roberta Dias, em Penedo.

Em entrevista ao CadaMinuto, Tereza garantiu que Bárbara não tinha nenhum envolvimento com Vanessa Ingrid e que nem a conhecia.

“Essa história não tem fundamento algum. A Bárbara não conhecia essa menina e não andava com gente maloqueira. É muito estranho a Polícia apresentar essa versão dois dias depois da desembargadora cobrar a elucidação do caso”, indagou.

Revoltada com a difamação da imagem de sua neta, Tereza não poupou críticas à Segurança Pública do Estado e ao secretário da Defesa Social, Dário César. Segundo ela, a Polícia sabe quem foi o mandante do crime, mas como se trata de uma “pessoa muito influente e com dinheiro” ela nunca foi denunciada e nem presa.

“Nós sabemos quem mandou matar a Bárbara e a Polícia também. A Polícia e o Dário César estão recebendo muito dinheiro para deixar essa pessoa impune”, afirmou.

“Pode avisar ao Dário César que lá em casa não tem ninguém que come capim não. Eles estão inventando uma história que não fundamento nenhum. A Bárbara só andava como gente da classe média alta, por ser que essas pessoas não prestem, mas ela nunca se envolveu com ninguém da ralé”, acrescentou.

Sobre o fato de a neta fazer programas para sobreviver, a avó rebateu afirmando que a vítima trabalhava desde os 14 anos e que algumas vezes tinha dificuldades para pagar suas contas.

“Nós vamos procurar a pessoa que inventou essa história e vamos processá-la. Pode ser o Dário César ou o Governador, mas ninguém tem o direito de difamar a imagem da minha família desse jeito não”, finalizou.