Técnicos do Instituto do Meio Ambiente (IMA) fizeram, na manhã de hoje (25), nova vistoria na área do Porto de Maceió para avaliar o impacto do vazamento de óleo diesel utilizado no abastecimento de embarcações. O problema teria iniciado ontem e pode acarretar impacto no ambiente marinho adjacente. A empresa responsável e a administração do local foram intimadas a resolver e apresentar relatório da situação.

 Por volta das 18h de ontem, o IMA foi acionado e informado de um possível vazamento que teria acontecido num barco rebocador da Petrobrás. Por conta disso, a área foi cercada por barreiras de contenção e absorção, além de manta absorvente. Todavia, hoje pela manhã, por volta das 10h, o órgão foi novamente acionado pela administração do Porto porque o vazamento teria continuado.

 Os técnicos constataram então que o local real e mais provável do acidente é o bunker de contenção nos dutos de abastecimento de combustível da Transpetro. Foram tomadas medidas emergenciais para conter os impactos que podem ser sentidos principalmente no ambiente marinho.

 A Transpetro foi intimada a suspender o carregamento de embarcações utilizando tomadas de bunker do terminal açucareiro do Porto de Maceió, até que sejam sanadas as infiltrações - com comprovação através de laudos específicos. A empresa recebeu o prazo de 10 dias para apresentação do relatório. Após esse tempo, e a partir do documento, o IMA poderá calcular o valor da multa que deverá ser aplicada.

 O Porto também recebeu uma intimação e tem 30 dias para apresentar um relatório circunstanciado sobre a contaminação marinha adjacente à caixa de bunker, com estimativa da quantidade de óleo infiltrada, descrição das medidas de contenção para retirada do óleo da água e as medidas empregadas para sanar o problema.