Mais um dia de chuva na capital alagoana e os problemas não param de crescer. A manhã de quarta-feira (24) foi marcada por alagamentos em ruas da parte baixa da cidade, árvore caindo na região central e barreira deslizando no Vale do Reginaldo. Diante dos registros, a Defesa Civil aponta as principais áreas de preocupação e atuação nos últimos dias.

Nas primeiras horas da manhã, devido à chuva que caiu durante madrugada, o bairro da Ponta Verde apresentava várias ruas com ponto de alagamento. Mas, a pior situação foi na conhecida Praça do Skate, que ficou totalmente debaixo d’água.

 

Na Avenida Pierre Chalita, inaugurada em 2012 e que passou por grandes cortes de barreiras no local, além de desmatamento ilegal, a falta de vegetação vem gerando grandes problemas em razão das chuvas.

No Parque Gonçalves Lêdo, entre os bairros do Centro e Farol, uma árvore grande e antiga caiu e por muito pouco não deixou feridos. Equipes da Slum estiveram no local para podar e retirar a árvore, além de fiscalizar outras árvores que possam vir a cair e causar danos maiores.

Desde a última sexta-feira, queda de barreiras e invasão lema na pista tem forçado a prefeitura e promover limpezas diariamente na via, principalmente no sentido Serraria-Praia. Na manhã desta quarta-feira, talvez o pior dos deslizamentos, fez com que a via fosse fechada, forçando os condutores a dividirem a faixa que seria apenas para o sentido Praia-Serraria.

No Vale do Reginaldo, além das chuvas, o estouro de uma encanação que jogou água nas barreiras e afofou a terra, ocasionou a queda de uma barreira que ameaça várias casas e até um poste que leva energia para a parte alta do bairro.

Por sinal, o Vale do Reginaldo é uma das áreas que requer mais atenção da Defesa Civil do Município. Por conta dessa queda de barreira, uma lona foi colocada no local, evitando assim um deslizamento maior.

Além do Reginaldo, a Grota do Moreira e barreiras do Mutange também receberam a lona protetora. Segundo o coordenador central de emergências da Defesa Civil der Maceió, Paulo Noronha, um trabalho de parceria tem sido feito para amenizar os efeitos das chuvas nas áreas de risco da capital.

“Estamos trabalhando em parceria com a Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU) e  com a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), analisando todas as áreas de risco de Maceió. Não temos como estar em todas, são muitas, mas estamos correndo para isso”, afirmou.

Segundo Paulo Noronha, Maceió tem 575 áreas de risco, que estão sendo monitorados na central, além dos núcleos comunitários. Atualmente, 20 pessoas da SMCCU, 10 da Defesa Civil e 4 da Semas estão em atividade, fiscalizando as ares e conscientizando moradores dos riscos.