O secretário de Estado de Educação, Adriano Soares, saiu em defesa do secretário Dário César, duramente criticado nesta manhã pela desembargadora Elizabeth Carvalho, que o classificou como “incompetente”. Através das redes sociais, Soares afirmou que a violência no estado não pode ser atribuída apenas ao secretário, que vem se “empenhando” para combater a violência.

Em sua opinião, Soares atribuiu a proliferação do crack como principal fator para o crescimento da violência no estado. “Não se pode atribuir a uma pessoa a responsabilidade pela violência em Alagoas. Tampouco compará-la com a de sete anos passados. De lá para cá vivemos sob o domínio da violência de varejo decorrente do crack”, escreveu

Sobre o Plano Brasil Mais Seguro, o secretário disse que o Governo do Estado vem se esforçando para obter resultados positivos. “O Programa Brasil Mais Seguro gerou um condomínio na gestão da Defesa Social em Alagoas. Se há sucesso, o mérito é de ambos; se há fracassos, Governo Federal e Estadual trabalham juntos para superá-los”, completou.  

“Dário César vem dando uma importante contribuição para diminuir os indicadores da violência de varejo, bem como vem atuando para combater o tráfico de drogas, que está na sua origem. Pôr sobre os seus ombros os males da segurança pública é reduzir em demasia a complexidade do combate a essa criminalidade difusa proveniente, sobretudo, da chaga do crack”, salientou Soares.

Criticas de Elizabeth

Nesta terça-feira, durante uma votação em plenário do Tribunal de Justiça, a desembargadora pediu licença ao presidente do órgão, desembargador José Carlos Malta Marques, e disparou contra a atual gestão da segurança pública. Ela classifica como ‘incompetente’ o atual secretário afirmando que há muitos anos os crimes em Alagoas estão sendo comandados por famílias inteiras.

Confira na matéria: Elizabeth Carvalho critica segurança pública de Alagoas e pede saída de secretário Dário César

A desembargadora questionou ainda a permanência de Dário no cargo e pediu sua saída. Essa não foi a primeira vez que a desembargadora se envolveu em polemicas. Em 2011, durante sua solenidade de posse como presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Elizabeth criticou seu colega, o desembargador Antônio Sapucaia.

Durante a posse, as palavras de Elizabeth constrangeram um plenário que estava tomado por autoridades dos três poderes. Em seu discurso Elizabeth questionou Sapucaia porque ele teria aceitado o convite para ser Procurador Geral do TJ, se ele havia atacado, em discurso de formatura, o poder judiciário.

Após rebater as palavras da desembargadora, Sapucaia passou mal e deixou o plenário.