A fusão entre PPS de Régis Cavalcante e PMN de Francisco Tenório já virou um arranca-rabo nos bastidores entre os dois políticos alagoanos e a briga pelo comando da sigla envolve ainda duas correntes: o senador Collor e o governador tucano Teotonio Vilela.

A sigla que nasce sob uma forte crise de identidade, com o nome de “Mobilização Democrática”, como se o país estivesse na ditadura, irá abrigar os variados setores da política nacional que varia entre a esquerda e centro esquerda, além da possibilidade de ingresso de “conservadores extremos”.

 Em Alagoas, incrustrado no partido, desde que a sigla era PCB e depois PPS, o secretário de Estado Régis Cavalcante, defensor ferrenho do governador tucano Teotonio Vilela terá um páreo duro pela frente: vai ter que suplantar o hoje deputado-federal Francisco Tenório, que por força do mandato tem prestígio no Congresso Nacional, mas em Alagoas apoia o senador Fernando Collor (PTB), adversário maior de Téo.

A fusão, já consolidada, gera praticamente uma guerra nos estados, especialmente em Alagoas, quando a posição dos comandantes das siglas em terras caetés, acompanhavam a tendência dos antigos partidos nacionalmente.

Daí pergunta-se: quem vencerá a guerra em Alagoas: Régis Cavalcante (ocupante secretaria da pesca) ou Francisco Tenório (com força do mandato federal)?

     A decisão caberá ao presidente do MD Roberto Freire. O pernambucano manterá em Alagoas a linha de oposição à Dilma ficando com Cavalcante ou preferirá a força do mandato de Tenório na Câmara Federal para fortalecer a sigla perante o país?

    Freire ficará com o tucano-usineiro Teotonio Vilela (através de Régis Cavalcante) ou decidirá pelo senador Fernando Collor (através de Francisco Tenório)?

       0 presidente do MD, deputado federal Roberto Freire questionado da possibilidade de colllorir o partido novo, disse ao Blog do Bernardino, via twitter "Não existe essa possibilidade." E acrescentou: " estamos MD33 nos preparar para discutir candidatura própria em Alagoas", disse Freire.

          Já o jornalista Regis Cavalcante garantiu que "não seremos subaltermos em nenhuma hipótese a qualquer partido."