O ex-governador e prefeito Ronaldo Lessa, voltou ao cenário ao conceder uma entrevista para a rádio Gazeta na manhã desta quarta-feira (17). Entre outras situações, o político criticou duramente o governo de Teotônio Vilela Filho e deixou em aberto a sua situação política para os próximos anos.

Ao ser questionado sobre uma comparação sobre os oito anos do seu governo e os sete anos e quatro meses do governo Teotônio Vilela Filho, Lessa (PDT) fez uma breve lembrança dos benefícios que o governo estadual tem do governo federal e que na sua época não existia na mesma escala.

“O governo consegue implantar projetos, levantar patrimônios com muito mais facilidade, já que tem subsídios para isso. A obra do Canal do Sertão é uma prova disso. Mas, no meu governo, deixamos Aeroporto, Centro de Convenções e o complexo administrativo, como os prédios em torno do palácio. Tudo isso sem a ajuda que se tem hoje”, disse.

Ao comentar sobre a atual gestão estadual, Ronaldo Lessa fez duas críticas em relação a educação, segurança e saúde do Estado. “na educação existe um retrocesso, com escolas fechadas e números vergonhosos. Na segurança, temos uma das capitais mais violentas do mundo e na saúde, essa greve que se prolonga e estamos assistindo as pessoas morrerem. Tudo isso é a imagem do descaso dessa gestão”, disparou.

Por fim, quando perguntado sobre o seu futuro político, Lessa deixou em aberto, mas lembrou que correntes políticas podem apontar um novo caminho, desde que a justiça permita, segundo próprias palavras, ao lembrar dos processos que enfrentou e foi impedido de participar das últimas eleições.

“Estamos analisando tudo. O partido (PDT) precisa formar nomes para deputado federal e estadual e vamos trabalhar em cima de correntes políticas, para ver o melhor caminho. Temos também de enfrentar a justiça, que sempre bate na tecla de alguns processos. Mas, isso tudo vamos definir  nos próximos meses”, disse.

Em 2012, Ronaldo Lessa foi candidato a prefeito de Maceió, disputando de forma equilibrada o pleito com o atual prefeito de Maceió, Rui Palmeira. No entanto, processos na justiça o impediram de continuar no pleito, sendo substituído de última hora pelo companheiro de partido Jurandir Bóia.