A reitora da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Rozangela Wyszomirska esteve reunida na manhã da segunda-feira (08), junto com a diretora da Maternidade Escola Santa Mônica (Mesm), Rita de Cássia Lessa e a diretora médica da unidade, Daniela Bulhões para tratar de assuntos referentes à transferência dos servidores e serviços da maternidade para a realização de obras estruturais no atual prédio e abordar também assuntos referentes à segurança dos servidores daquela unidade hospitalar.
Para debater junto às gestoras foi convidado o promotor Ubirajara Ramos, do Ministério Público de Alagoas; o defensor público, Ricardo Melro, a juíza Fátima Pirauá e o pediatra Cláudio Soriano do Conselho estadual da Criança e do Adolescente.
A maternidade vem enfrentando problemas crônicos, principalmente quando se faz necessário o uso da regulação de leitos. “É imperiosa a criação de uma maternidade de baixo risco. Quando estamos superlotados os servidores já chegaram a ser ameaçados. Os servidores da Mesm trabalham em condições de extrema tensão”, destacou a reitora da Uncisal.
A diretora da Mesm fez questão de destacar que os trabalhadores da maternidade são uma verdadeira “tropa de elite em favor da vida”, afirmou Rita de Cássia.
Triagens
Segundo dados apresentados na reunião no mês de janeiro foram realizadas 1.787 triagens. Desse total 1.462 pacientes não precisaram internação e em 941 casos sequer foi preciso dar medicação. Do total de entradas em janeiro 521 pacientes tomaram algum tipo de medicamento e apenas 325 precisaram de internação. Ou seja do universo de 1.462 atendimentos, 325 eram de fato de alto risco, podendo as outras pacientes ser atendidas em outras unidades hospitalares, desafogando assim a Mesm.
Ações
Após o debate entre os representantes da justiça e a direção da Uncisal e da Mesm ficou acertado que serão tomadas medidas legais para agilizar o processo de transferência das UTI´s da Mesm ainda para este mês de abril e a seguir serão efetuadas as mudanças dos outros serviços da maternidade para assim poder início às obras de reforma. Também ficou acodado realizar um monitoramento das unidades que fazem parte da rede de atendimento para verificar a regulação de leitos e os incentivos que essas unidades recebem da máquina pública uma vez que ficam por diversas vezes de portas fechas, o que acarreta a superlotação na Santa Mônica.
