Quando vai começar o mandato do prefeito Rui Palmeira (PSDB)?
 
Nesta quarta-feira (10), são exatos 100 dias de administração. Valeu a pena eleger Rui?
 
Nos últimos 16 anos, Maceió teve dois prefeitos que incluíam gestos espetaculares em suas agendas. Kátia Born mergulhou nas águas do rio Salgadinho; Cícero Almeida achincalhava secretários, jornalistas e quem mais estivesse na frente.
 
Rui nem tem gestos espetaculares nem transforma rádios em palco de recado. 
 
Mas, Rui está longe- muito longe- da imagem vendida por ele mesmo durante a campanha. 
 
A gestão do tucano começa quando ele mostrar ao eleitor que o problema da saúde pode ser resolvido sem a promessa- inacabável- de ajuda federal.
 
Ou quando ele mesmo acreditar- sem precisar da ajuda de ninguém- que um PAM Salgadinho não precisa de médicos em cada corredor para suprir uma demanda impossível de administrar.
 
Não é só isso.
 
As ambulâncias fazem um corredor polonês todas as manhãs, em frente ao PAM. Elas descarregam pacientes de todas as partes do Estado. 
 
Por omissão de alguns promotores de Alagoas e má-fé dos prefeitos, os hospitais ou postos de saúde nas cidades não funcionam.
 
Mas, é Rui quem balança o Mateus. 
 
Alguém pariu, alguém embala.
 
Dormir na fila à espera de uma ficha para atendimento médico não é genética do subdesenvolvimento.
 
É problema de gestão. 
 
Colocar 200 professores, fora da sala de aula, nas escolas, é um gesto minúsculo e previsível.
 
Quem são estes professores? Por que eles estão fora da sala de aula? 
 
Nem todo professor é malandro. Assim como nem todo político é ladrão- apesar da incredulidade.
 
Rui tem pela frente uma gestão com queda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), um Sistema Único de Saúde (SUS) inadministrável, uma população descrente e um funcionário público desmotivado.
 
Por isso, é possível prever dois caminhos: Rui descendo do palanque e dirigindo a capital. Ou balançando o Mateus, parido pelo Cícero Almeida.
 
Sem direito a choro nem vela.