A presidente nacional da Associação dos Militares das Forças Armadas vivendo com HIV/AIDS e Hepatites Virais; Conselheira de Ética da Associação Nacional das Travestis e Transexuais (Antra) e tesoureira da Associação de Travestis e Transsexuais de Alagoas, Eryka Fayson Fernandes, reagiu veementemente às declarações da cantora Joelma, que em entrevista à revista Época, disse ser contra a união sexual entre gays e se tivesse um filho gay lutaria até a morte para fazer a conversão.
"A posição da cantora Joelma é totalmente devastadora e sem dúvida completamente homofóbica. Na verdade ela deveria responder a processo na justiça. No meu ponto de vista acho até uma vergonha nacional do poder legislativo em desfavor de um país rico e sem miséria como fala nossa presidente da república. Seria melhor também acrescentar sem homofia. Isso evitaria certas polêmicas medíocres que estão acontecendo dentro da própria câmara dos deputados federais podendo ainda evitar muitas mortes com requintes de crueldades contra a população LGBT por pessoas homofóbicas já que não existe legislação apropriadas para punir essas barbáries”, destacou Eryka.
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A transexual Eryka Fayson, que é sargento da reserva das Forças Armadas e tem como nome de batismo Erivaldo Marinho de Oliveira, ressaltou ainda que " no caso da atriz Carolina Diekman, que foi vítima de bullyng e por intermédio de mobilizações sociais rapidamente foi se transformou em uma Lei contra os crimes virtuais, é preciso que exista a mesma rapidez e agilidade da espera pública para que se aprove uma Lei que venha criminalizar as pessoas que praticam a homofobia. Assim como negros , índios e quilombolas também aguardam atenção aos crimes de descriminação”, destacou Fayson.
"Sou uma Transexual com maior Orgulho, estive casada por duas vezes . No meu primeiro casamento passei 10 anos e fui muito feliz. No segundo casamento que convivi durante 9 anos fui muito mais . Vivemos dignamente , criamos uma filha e compartilhamos uma entidade familiar reconhecida na vara 26ª Vara de família comandada pelo Juiz Vlademir Paes de Lira e também foi reconhecida nossa união estável na Justiça Federal do Estado", afirmou Eryka Fayson.
Não vejo porque tantas descriminações e preconceitos com a população LGBT e com as minorias na década em que vivemos. Não vejo porque como exemplo Silas Malafaia , Bolsonaro , Mirian Rios, Joelma e outros mais, se acham no direito de interceder na vida dos outros , muito menos nas orientações sexuais que temos , eles não tem esse direito. Deveriam procurar um tratamento e estudar melhor a Bíblia", finalizou Eryka Fayson.

