Após período belicista, o senador Fernando Collor (PTB) rendeu-se ao mutismo ou ao palavreado ambíguo. 
 
Age, agora, na surdina. E, em velho estilo, diz ser candidato ao Senado. Quase ninguém acredita em Collor- nem seus assessores. Deve, sim, disputar o Palácio República dos Palmares.
 
Nas últimas semanas, porém, rendeu-se a um armistício estranho com o Governo. Como se tivesse recebido um aviso- e pelo visto ameaçador ou importante demais para ser desconsiderado- do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Moderou até nos discursos no Senado Federal. 
 
Em Viçosa, neste final de semana- é verdade- esteve ao lado de opositores de Vilela. Incluindo o advogado Pedro Acioli, ex-conselheiro federal da OAB.
 
O recado era: a guerra continua.
 
Mas, é verdade também que Collor, desta vez, "esqueceu" de levar a estrela de xerife e atirar sopapos verbais em direção ao governador.
 
Assim, a guerra continua, só que com armas mais invisíveis. Ou não tão visíveis.
 
Qual o recado que Vilela mandou a Collor?