O ex-governador Manoel Gomes de Barros tenta se livrar de um pesadelo chamado submetralhadora Taurus Famae Mt.40.40. Esta é a arma apreendida na fazenda dele, em União dos Palmares, no dia 6 de dezembro de 2007, quando a Polícia Federal estourava a Operação Taturana.
A arma é poderosa. Em rápida pesquisa na internet, diz-se que ela dispara 1.200 tiros em 1 minuto.
Mano argumenta: a arma era para a segurança pessoal- ele se sentia ameaçado pelo ex-líder da Gangue Fardada, o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante. Foi o ex-governador quem ajudou a colocar Cavalcante na cadeia.
Mas, ele acabou condenado pelo porte da arma- ela é de uso restrito. Ele recorreu da decisão. E o azar se espalhou ao filho, o deputado Nelito Gomes de Barros (PSDB).
O parlamentar responde a outra ação, também por porte de arma de uso restrito. Uma pistola “Smith & Wesson, modelo 5906, nº VAV 6447, com um carregador e quinze cartuchos 9mm, intactos”- conforme descrição do procurador-Geral de Justiça, Sérgio Jucá- foi apreendida no apartamento dele, no bairro de Ponta Verde, nas buscas e apreensões da Taturana.
Nelito também argumentou: a arma era do policial militar Alvacy José da Rocha Filho.
Mas, Nelito não contava que o Tribunal de Justiça fosse checar quem era o tal PM.
Ofício do comando da Polícia é taxativo: Alvacy nunca trabalhou na polícia.
O álibe do PM fantasma puxa o pé do filho do ex-governador.